sexta-feira, 11 de maio de 2018

Ascensão do Senhor


Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. - Depois de quarenta dias após a solenidade da Páscoa, temos a graça de celebrar a Solenidade da Ascensão do Senhor. A Igreja convida-nos a ter os olhos postos no Céu, a Pátria definitiva a que o Senhor nos chama.
No Credo, encontramos a afirmação de que Jesus “subiu aos céus e está sentado à direita do Pai”. A vida terrena de Jesus culmina no evento da Ascensão, quando Ele passa desse mundo ao Pai e é elevado à sua direita. Qual é o significado deste acontecimento? Quais são as consequências para a nossa vida? O que significa contemplar Jesus sentado à direita do Pai? Sobre isto, deixemo-nos guiar pelo evangelista Lucas.
São Lucas anota: “Aproximando-se o tempo em que Jesus devia ser arrebatado desse mundo, ele resolveu dirigir-se a Jerusalém” (Lc 9, 51). Enquanto “ascende” à Cidade Santa, onde se cumprirá o seu “êxodo” dessa vida, Jesus vê já a meta, o Céu, mas sabe bem que o caminho que o leva de volta à glória do Pai passa pela Cruz, pela obediência ao desígnio divino de amor pela humanidade. O Catecismo da Igreja Católica afirma que “a elevação sobre a cruz significa e anuncia a elevação da ascensão ao céu” (n. 661). Também nós devemos ter claro, na nossa vida cristã, que o entrar na glória de Deus exige a fidelidade cotidiana à Sua vontade, mesmo quando requer sacrifício, requer às vezes mudar os nossos programas. A Ascensão de Jesus, segundo os Atos dos Apóstolos, acontece concretamente no Monte das Oliveiras, próximo ao lugar onde havia se retirado em oração antes da paixão para permanecer em profunda união com o Pai: mais uma vez vemos que a oração nos dá a graça de viver fiéis ao projeto de Deus.
A elevação de Jesus na Cruz significa e anuncia a elevação da Ascensão ao céu. Jesus Cristo, o único Sacerdote da nova e eterna Aliança, não “entrou em um santuário feito por mão de homem… e sim no próprio céu, a fim de comparecer agora diante da face de Deus a nosso favor” (Hb 9,24). No céu, Cristo exerce em caráter permanente seu sacerdócio, “por isso é capaz de salvar totalmente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, visto que ele vive eternamente para interceder por eles” (Hb 7,25). Como “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9,11), ele é o centro e o ator principal da liturgia que honra o Pai nos Céus. (cf. Cat. §662)
Por “estar sentado à direita do Pai”, entendemos a glória e a honra da divindade, onde aquele que existia como Filho de Deus antes de todos os séculos, se sentou corporalmente junto do Pai, como homem também, com a sua carne glorificada. Assim, através de Jesus, a humanidade, outrora expulsa do Paraíso, agora volta para o convívio de Deus. Daí, Cristo glorioso vai derramar o Espírito Santo sobre a Igreja para que ela cumpra a sua missão de resgatar os filhos de Deus.
O sentar-se à direita do Pai significa também “a inauguração do Reino do Messias, realização da visão do profeta Daniel no tocante ao Filho do Homem: “A Ele foram outorgados o império, a honra e o reino, e todos os povos, nações e línguas o serviram. Seu império é um império eterno, que jamais passará, e seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14). A partir desse momento, os Apóstolos se tornaram as testemunhas do “Reino que não terá fim”. (Cat. §664)
Na Carta aos efésios, São Paulo diz: “Deus manifestou a sua força em Cristo quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita no céu, bem acima de toda autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no futuro. Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal” (Ef 1, 20-23).
A Igreja ensina que “Jesus, rei da glória, subiu ante os anjos maravilhados ao mais alto dos Céus, e tornou-se o mediador entre Deus e a humanidade redimida, juiz do mundo e Senhor do universo. Ele, nossa Cabeça e princípio, subiu aos Céus não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade… Ele, após a ressurreição, apareceu aos discípulos e, à vista deles, subiu aos céus, a fim de nos tornar participantes da sua divindade”. (Prefácio da Ascensão I, II)
Por isso, na Solenidade da Ascensão do Senhor a Igreja reza: “Ó Deus todo poderoso, a Ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros do seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória”. Assim, a Ascensão de Jesus é uma preparação e antecipação da glorificação também de cada cristão que O segue fielmente. Significa que o cristão deve viver com os pés na terra, mas com o coração no céu, a nossa pátria definitiva e verdadeira, como São Paulo lembrou aos filipenses: “nós somos cidadãos do Céu” (Fl 3, 30).
Em vista da Ascensão de Jesus ao Céu, São Paulo nos exorta: “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo, em Deus… Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria” (Col 3, 1-3). O cristão vive neste mundo sem ser do mundo, caminha entre as coisas que passam abraçando somente as que não passam.
A Ascensão não indica a ausência de Jesus, mas nos diz que Ele está vivo em meio a nós de modo novo; não está mais em um lugar preciso no mundo como o era antes da Ascensão; agora está no senhorio de Deus, presente em cada espaço e tempo, próximo a cada um de nós. Na nossa vida nunca estamos sozinhos: temos este advogado que nos espera, que nos defende. Nunca estamos sozinhos: o Senhor crucificado e ressuscitado nos guia; conosco há tantos irmãos e irmãs que no silêncio e na ocultação, em sua vida de família e de trabalho, em seus problemas e dificuldades, em suas alegrias e esperanças vivem cotidianamente a fé e levam, junto a nós, ao mundo, o senhorio do amor de Deus, em Cristo Jesus ressuscitado. Por isso, devemos dar graças a Deus!
Diácono Valney

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A questão financeira no casamento cristão.

No casamento do cristão católico, mesmo com o sacramento, não vai deixar de existir desavença financeira, dívida, cobrança, desgaste emocional, crise, protesto e até separação. Tudo isso pode ser evitado por você!

  Desde muito tempo se pode observar uma prática no relacionamento de alguns casais de separarem os ganhos de cada cônjuge de forma bem acentuada e talvez independente, tornando-os cada vez mais individualistas. E quando somos individualistas, geralmente consideramos os nossos objetivos pessoais mais importantes do que os dos outros. E esta prática a meu ver, é uma fonte ativa para discussões freqüentes entre marido e mulher e um dos principais motivos de brigas, e até de separações entre casais.

  Tenho 22 anos de casamento e durante estes anos, já ouvi vários pessoas dizendo: “Eu controlo meu dinheiro, e quando a minha esposa (que não trabalha fora) precisa, ela me pede. Assim, tenho o controle da casa e, por isso, defino o que fazer com o dinheiro.” E, outras vezes, ouvi minhas colegas de trabalho dizendo: ”Graças a Deus eu trabalho, pois não agüento depender do meu marido, quero comprar as minhas coisas, ter o meu dinheiro, ser independente...” Nos dois exemplos observamos que as pessoas que consideram muitas vezes os seus interesses pessoais acima dos familiares, pois os objetivos não são comuns e não há o desejo de construir e conquistá-los juntos. As opiniões estão recheadas de machismo, egoísmo, individualismo, independência e muitas outras coisas ocultas nas afirmações. 

  Por todo esse período sempre me preocupei se isso estava correto, pois no meu casamento os rendimentos sempre foram considerados nossos, administrados conjuntamente e nunca referenciamos se o dinheiro era de um ou de outro, pelo contrário, a nossa prática foi considerar os mesmos como sendo da nossa família. Aprendemos da Igreja, desde o princípio sobre a questão de reconhecer o dom da maternidade na mulher e a opção de ter os filhos e educa-los na fé conforme prometemos no dia do matrimônio. É bem verdade que como todos os casais, no início da vida conjugal a esposa até tentou procurar emprego, mas com o tempo, pudemos ver que ter os filhos e educá-los conforme é o que aprendemos custaria escolher, isto é, ou a esposa trabalhar e tentar não ter os filhos, o quanto pudesse, ou tê-los e deixar de trabalhar fora. 

  Na escritura em Efésios 5:31 temos: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão uma só carne.” Considerando o que diz a bíblia, quando casamos nos tornamos uma só carne, uma só pessoa. Assim, podemos entender que a família por ser a união de duas pessoas com hábitos, culturas e criações diferentes, que após o sacramento, unidas tornam-se uma família, e isso muda o nosso comportamento como indivíduos. A partir de agora, os interesses pessoais, objetivos, planos, problemas, vitórias ou derrotas decorrem das decisões consensuais da família e não mais da vontade individual. Ser parte da família, quer dizer que tenho que abrir mão, muitas vezes, das minhas opiniões individuais em função dos interesses coletivos da família. O fato de viver, entender e aceitar que sou parte da engrenagem familiar, os objetivos familiares serão mais facilmente atingidos. Assim cada um assume o seu papel que lhe cabe na família. É verdade que nesse modelo que adotamos para minha família pudemos ter a decisão de escolher assim, a esposa não trabalhar fora, mas se dedicar a criação e educação dos filhos e a mim trabalhar fora para o sustento, repetindo assim o modelo de família tradicional. No entanto há casos onde não é possível, ou pelo menos é muito difícil essa escolha, pois implica em muitas vezes abrir mão de direitos básicos como moradia digna, alimentação, educação e saúde decentes. São casos onde a esposa, diferente do nosso caso, se vê obrigada a partir para o mercado de trabalho, e muitas vezes no afã de conseguir tais direitos, se perde entre uma coisa e outra, tornando a família uma coisa secundária e daí saem também as brigas financeiras, divisões, irresponsabilidades, dívidas, cobranças e todo tipo de problemas relativos ao dinheiro da família.  

  Na sociedade atual vemos que os valores são diferentes, mesmo que disfarçados por boas intenções, que corroem os valores familiares adequados. Homens e mulheres cristãos ainda permitem ser levados por ideologias, machismos, feminismos, modismos, e outros “ismos” que dividem a família, e não orientam para uma vida de união, cumplicidade e harmonia. Dessa forma também através do dinheiro, ou até mesmo da falta dele, acontecem todos os problemas que pudemos citar aqui, e como então superar essa dificuldade, ou mesmo até essa eu diria armadilha. Muitos casais formam famílias, cheios de boas intenções, planos, projetos, e idéias sempre com o objetivo de conseguir a felicidade. O que acontece é que por terem sido criados de maneiras diferentes entre outras coisas, quase nunca pensaram em como seria a sua vida financeira quando casados.
  Pode-se orientar aos casais que pensem e se preparem para viver o casamento cristão também na vida financeira, onde o exemplo das primeiras comunidades cristãs nos serve como base e ensinamento, onde os irmãos tinham tudo em comum, onde o eu seja menor do que o nós, onde os interesses do casal ou da família sejam mais importantes que os interesses pessoais, ou individuais, e que tudo seja decidido de forma consensual. Sempre se haverá de ceder a um interesse individual em função de um mais importante, que diz respeito a felicidade da família, aí incluídos os interesses e necessidades dos filhos com certeza. Que possa ser assim também com essa nova família cristã, onde o que a Igreja ensina possa ser também aplicado nesse ponto do casamento cristão, o de ser uma verdadeira Igreja doméstica, também do ponto de vista financeiro.


Diácono Valney.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O Anjo apontando para o lugar onde Jesus nasceu reaparece em Belém


Anjo redescoberto na basílica Natividade, Belém, olha fixo para o local onde Jesus nasceu
Anjo redescoberto na basílica Natividade, Belém,
olha fixo para o local onde Jesus nasceu









































Ciência Confirma Igreja - Veio à luz, graças a uma equipe de restauradores italianos, precioso mosaico de um anjo encoberto por uma massa de pintura na Basílica da Natividade, em Belém, informou a BBC Brasil .
O feliz achado, depois da primorosa restauração, exibe em toda sua beleza um anjo que olha fixo para o local onde Jesus nasceu.
Coberta por reboco há quase mil anos, a obra encontrava-se fora do alcance do olhar humano. A Basílica da Natividade, em Belém, precisava de uma importante restauração que envolvia a própria estrutura do milenar templo.
Contudo, um imprudente “ecumenismo” fazia as obras de reparo dependerem da aprovação de um conjunto de denominações cristãs.
As denominações ditas “ortodoxas” vivem apegadas a um passado mofado e amarfanhado, antipatizando-se com as restaurações.
Ademais, não possuem a escola teológica nem o amor pelo passado que é sinal distintivo dos católicos, que possuem outra visão da tradição, da importância das obras de arte do passado e de sua contribuição para o presente e o futuro.
Malgrado os defeitos que possam ocorrer, o dinamismo católico é impulsionado por um amor sincero ao belo, à tradição, à história e de tudo o que se refere a Nosso Senhor Jesus Cristo, em tudo procurando o brilho que merece a sua única Igreja e que resplandece ao longo das vicissitudes tempestuosas dos milênios.
O resultado da incompatibilidade entre essas duas mentalidades é que havia toda espécie de desentendimentos, concorrendo para que as reformas na Basílica não se dessem apesar de cada vez mais urgentes, por se tratar de uma das mais antigas em uso no mundo.

A Basílica da Natividade é uma das igrejas mais antigas do mundo
A Basílica da Natividade é uma das igrejas mais antigas do mundo















Em 2009, o presidente palestino temendo que a igreja desmoronasse e motivado por razões políticas ordenou reformar o prédio, passando por cima das brigas “ecumênicas” desprovidas de sentido.
Participou da equipe de restauradores o engenheiro cristão-palestino Issa Hazboun.
Com efeito, ter trabalhado no local foi uma fonte de “orgulho” não só para ele mas para todos os cristãos do Oriente Médio, hoje tão perseguidos pelo furor islâmico anticristão na Síria, Iraque e outros países. Milhões deles tiveram de abandonar suas casas sob a injustificada invasão islâmica.
Tampouco o governo de Israel os trata com benevolência, mas a população cristã vem crescendo neste país desde 1940, enquanto decai em todos os outros países do Oriente Médio.
Os reparos ainda não foram concluídos e há muito a fazer, de modo especial com 50 colunas do século VI nas quais estão representados cruzados renomados que partiram da Europa a fim de resgatar a Terra Senta, tendo contribuído para a manutenção da Basílica ao ‘adotar uma coluna’.
Ziad Bandak, chefe do comitê da autoridade palestina que supervisiona o andamento dos trabalhos, mencionou problemas com “córregos subterrâneos, terremotos e outros incidentes históricos acontecidos em Belém e que causaram impactos negativos na estrutura da igreja, sobretudo no seu teto”, citou o jornal londrinense The Guardian. 
Ele não quis mencionar o tema polêmico, mas os “incidentes históricos” a que se referiu foram as invasões e depredações dos islâmicos acontecidas em séculos passados.

A principal porta de ingresso da Basílica que inclui a Gruta de Belém é minúscula. É chamada 'Porta da Humildade'
A porta principal da Basílica que inclui a Gruta de Belém é minúscula.
É chamada 'Porta da Humildade'


















E sempre há o perigo de um atentado dos fanáticos seguidores da falsamente denominada “religião de paz”, o Islã.
A equipe principal da restauração é italiana. O jornal israelense Times of Israel escreveu que desde 2013, os restauradores italianos, de acordo com a autoridade palestina, vinham fazendo um esforço titânico para restaurar a Basílica visitada por milhões de romeiros que vão beijar e venerar o local onde segundo os Evangelhos nasceu Jesus.
O teto e as janelas foram recuperados, mas o caso mais complicado são os mosaicos, dificilmente perceptíveis após séculos de usura e reformas mal feitas, sendo necessário restaurar pedrinha por pedrinha de cada um deles.
Já na fase final desse paciente trabalho apareceram sinais da existência de um mosaico coberto de reboco que havia passado despercebido.
Câmaras semelhantes às usadas pelos soldados para “ver” na noite, serviram para escanear as paredes e descobrir o que havia por trás, segundo descreveu Giammarco Piacenti, diretor geral da empresa de restauração responsável principal pelos trabalhos.
“Esta parte se via completamente diferente, aqui onde agora vemos o anjo. Nós dizemos: ‘o que é isto? Não pode ser um anjo!’, explicou à agência France Press.
Na basílica já haviam sido recuperados seis mosaicos de anjos e não se suspeitava que houvesse mais um. Mas, agora podem se ver os sete.

Apresentação dos mosaicos recuperados na basílica
Apresentação dos mosaicos recuperados na basílica


















Com sua mão estendida o anjo aponta em direção à local exato onde estava a gruta onde Jesus nasceu há dois mil anos.
Um sorriso especial para a restauradora que descobriu o anjo, que é a sobrinha de Gianmarco Piacenti, pois logo depois de descobrir o anjo, ela soube que esperava uma criança e toda a família começou a dizer que o anjo a tinha abençoado.
A igreja foi construída pela primeira vez no ano 339, mas após um incêndio foi feita uma nova no século VI. Outra grande reforma aconteceu em 1478, explicou Piacenti.
“De um ponto de vista histórico, artístico e espiritual, [a Basílica de Belém] é o centro do mundo – Ela é tudo”, comentou Piacenti.
Marcello Piacenti é o patriarca da empresa familiar de restauradores que durante seis gerações vem recuperando antigos santuários da Europa.
Ele se sentiu muito honrado vencendo a licitação internacional e recebendo a incumbência de reparar as vigas de madeira da basílica doadas pelo rei Eduardo IV da Inglaterra em 1479. Após 800 anos, a reforma se impunha.
Piacenti conta com ufania que “seus” especialistas recuperaram o anjo de mosaico de ouro na nave do século VI construída pelo imperador Justiniano.
Também analisaram o estado dos muros e concluíram que “esta antiga estrutura se manteve em pé durante séculos, e esperamos que com nossa contribuição continue sempre presente aqui”.
As infiltrações de umidade tinham danificado os afrescos de colunas e muros que datam dos tempos dos Cruzados e outros mais antigos ainda.

O local onde Jesus nasceu é marcado por uma estrela de prata, sobre o mármore
O local onde Jesus nasceu é marcado por uma estrela de prata,
sobre o mármore do chão
O empreendimento recebeu escassas verbas e sente necessidade delas para prosseguir.
Mas, disse Piacenti: “Há muitos anjos acima de nós. E eu tenho a esperança de que podemos salvá-los”.
Por certo, eles, os próprios, lá no Céu, vão dar a sua contribuição para honrar a Rainha dos Anjos que ali deu a luz virginalmente ao Redentor e Senhor Rei de todo o criado.
O antigo mosaico de beleza admirável relembra o revoar dos anjos protetores e adoradores em volta da Gruta de Belém na luminosa noite do Natal.
O sétimo anjo está olhando fixamente para o local que sempre foi venerado como o ponto exato em que Jesus veio maravilhosamente à vida, conservando imaculada a integridade virginal de Sua Santíssima Mãe.
Quer dizer, a gruta de Belém, hoje acobertada na grandiosa Basílica da Natividade.
O mosaico do anjo, por assim dizer, dissipa toda dúvida e exorciza qualquer confusão ou sofisma que se queira fazer a respeito do magno evento de Natal que o mundo inteiro comemorará até o fim dos séculos.

Diácono Valney

terça-feira, 2 de maio de 2017

8 mentiras sobre Deus que os católicos devem conhecer e rebater.



Publicado originalmente em National Catholic Register.

Tendo em conta a complexidade da teologia católica sobre a natureza de Deus, a seguinte
lista, baseada nas Sagradas Escrituras e no Magistério da Igreja, responde a 8 mentiras
recorrentes que estão à espreita dos católicos no mundo atual.
1. Cristo é insuficiente
Não existem novas revelações e o cânon bíblico está fechado. Há muitas pessoas que
querem “aumentar” os ensinamentos de Cristo sustentando que, como as Sagradas 
Escrituras foram “escritas há muito tempo”, estas deveriam ser “atualizadas”.
Videntes e impostores de todo tipo difundem suas supostas “habilidades proféticas” 
que, ao que parece, estão contra o que sabemos de Deus. Nada mais longe da verdade.

Se estas pessoas estão certas, por que o Espírito Santo dá a cada uma diferentes
mensagens? Cristo e sua Igreja não precisam de nada dos seres humanos. A mensagem
de Cristo é válida e autêntica ontem, hoje e sempre como afirma no livro dos Hebreus 13,8.

2. Pode haver novas revelações do plano da salvação
Não há e nunca poderão existir novas revelações para ser acrescentadas na economia da
salvação. Algumas revelações privadas foram aprovadas pela piedade popular 
(por exemplo, Sagrado Coração, Nossa Senhora de Lourdes, a Divina Misericórdia) e 
outras não.
A chave é se estão de acordo com as revelações originais de Cristo nas Sagradas Escrituras.
As pessoas se colocam em uma situação precária quando se atrevem a julgar não somente a
Bíblia, como também Deus e Sua Igreja, negando assim a Tradição e o magistério.

3. Jesus nunca assegura ser Deus na Bíblia
Cristo se refere a si mesmo como Deus cerca de 50 vezes nas Sagradas Escrituras.
Do mesmo modo, os Evangelhos mostram as reações de quem se opunha a Jesus depois
de afirmar que Ele era Deus ou igual a Deus (por exemplo em Marcos 14,61-62).
Se Jesus nunca afirmou ser Deus, por que algumas pessoas se incomodaram tanto com 
Ele há 2000 anos ao ponto de crucificá-lo? Cristo foi condenado à morte porque o 
consideravam blasfemo ao referir-se a si mesmo como Deus.

4. Todos somos filhos de Deus e, portanto, Ele deve amar tudo o que somos
Sim. Deus criou todos nós. Deus ama todos. Todos somos seus filhos. Entretanto, 
Ele nos chama para Si mesmo em um espírito de amor e arrependimento, mas nem todo
mundo está preparado e disposto a fazer esse tipo de compromisso.
Não podemos dizer que somos seus filhos e ao mesmo tempo nos negar em reconhecer
nossa relação com nosso Pai Celestial. (1 João 3,10, Romanos 8,15, Efésios 2,1-16).
Deus é misericordioso, mas nem todos nós queremos ser perdoados, ou inclusive, 
pensamos que não fizemos nada que deve ser perdoado (1 João 1, 8).

5. Todos adoramos o mesmo Deus
Só existe um Deus único e verdadeiro porque Ele mesmo o afirmou (Deuteronômio 4,39,
Isaías 43,11, 45,5), entretanto, nem todo mundo o reconhece. Cabe também destacar que 
nenhuma deidade pagã afirmou algo assim.
Apesar de parecer ser politicamente correto que todas as pessoas adoram o mesmo
Deus, é teológica, histórica e antropologicamente incorreto. Fora da tradição 
judaico-cristã, as deidades são impotentes, caprichosas, comedidas, hedonistas,
egoístas, tremendamente emocionais e tem pouca preocupação pelos assuntos humanos.
O Deus judaico-cristão é o amor mesmo. Nenhuma outra religião descreve sua deidade
desta maneira.

6. Todas as religiões são iguais
Esta crença está ligada ao ponto anterior e, portanto, é incorreta. Algumas
religiões são violentamente a antítese de todas as demais expressões religiosas. Alguns 
requerem o sacrifício humano, condutas imorais, as quais são consideradas virtudes ou
propõem “textos sagrados” que são ilógicos e contraditórios. É impossível sugerir que
todas as religiões sejam iguais.
Cristo nos diz que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14,6). O Deus judaico-cristão
se apresentou ao seu povo e lhes ensina porque os ama (Atos 4,12). Nenhuma outra religião
faz tais afirmações. A salvação só vem de Cristo e não de Maomé, Buda ou Joseph Smith.
O culto lhe pertence por direito somente a Yahvé, que é o grande ‘EU SOU’ (Apocalipse 4,11).
Existem diferenças irredutíveis entre o cristianismo e o judaísmo como a encarnação, a 
paixão e a ressurreição. Podemos estender esta lista de incompatibilidades ao considerar
as religiões pagãs. Entretanto, muitas exigências éticas através das religiões podem ser
iguais ou pelo menos compatíveis. Esta não é uma coincidência estranha, pelo contrário, 
se o único Deus está chamando toda a humanidade, então sua marca será deixada 
sobre várias respostas ao chamado.

7. Deus usa os homens como “ratos de laboratório”
Deus é onisciente e sabe o que vamos fazer. Ama nossa existência e não nos trata
como se fôssemos “ratos de laboratório”.
Deus é amor (1 João 4, 8-16) e, portanto, nunca poderia nos torturar para ver
“o que faríamos”. A tentação está dentro de nós mesmos e é nossa decisão seguir a 
lei de Deus ou rechaçá-la (Deuteronômio 30,19).

8. A Eucaristia é um mero símbolo
Esta é uma perniciosa heresia e é bastante frequente. Por que o pão e o vinho são
oferecidos no altar por um sacerdote como Corpo e Sangue de Cristo? Porque Jesus 
o diz (Lucas 16).
De fato, revelou às pessoas que o acompanhavam na sinagoga de Cafarnaum e vários
fizeram birra. Jesus perguntou aos seus discípulos se também queriam deixá-lo
por fazer tal afirmação e Pedro respondeu: “Senhor, a quem iremos? Tu tens 
palavras de vida eterna” (João 6,68).
Além do que Jesus disse, deve se considerar como os primeiros cristãos viam a Eucaristia.
Para São Paulo, é uma celebração com a qual se anuncia e atualiza a morte do Senhor 
até a sua volta (1 Coríntios 11,26).
“Portanto, quem come o pão ou bebe o sangue do Senhor indignamente, será réu do corpo
e sangue do Senhor. Por isso, cada um deve examinar-se, e comer deste modo o pão e
beber do cálice. Porque quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe 
sua própria condenação” (1 Coríntios 11, 27-29).
A Didaquê ou instrução dos doze apóstolos reflete este sentimento: “Não permitam 
que comam ou bebam de sua Eucaristia, a exceção dos batizados em nome do Senhor,
porque o Senhor falou: ‘Não deem o que é santo aos cães’” (Didaquê 9,5).

Diácono Valney.