terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carnaval, Cinzas e Quaresma.



Agencia Ecclesia. Preparação da maior festa para os cristãos, a Páscoa, inicia-se esta quarta-feira
O carnaval, que se celebra por estes dias em vários países, é uma festividade ligada à data da Páscoa, uma dimensão desde logo vincada pelo seu caráter móvel e pela origem da sua designação.
A Páscoa é celebrada no domingo após a primeira lua cheia que se siga ao equinócio da primavera, no hemisfério norte, pelo que o carnaval acontece entre 3 de fevereiro e 9 de março, sempre 47 dias antes.
A Igreja viria a alterar e adaptar práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma: uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, por meio do jejum e da abstinência.
Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II contestaram fortemente o carnaval, mas no ano 590 a Igreja Católica aprova que se realizem festejos que consistiam em desfiles e espetáculos de caráter cómico.
No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.
Sobre a origem da palavra Carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne) ou de “carne levamen” (supressão da carne) remetem para o início do período da Quaresma.
A própria designação de entrudo, ainda muito utilizada, vem do latim ‘introitus’ e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a esse tempo litúrgico.
A Quaresma, que este ano se inicia a 09 de fevereiro, com a celebração de Quarta-feira de Cinzas, é um período de 40 dias, excetuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.
Nos primeiros séculos, apenas cumpriam o rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que queriam receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa.
A partir do século XI, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma.
Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do ‘Glória’ e do ‘Aleluia’ na celebração da Missa.
Diácono Valney.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

“Milagre” na China: 10 mil católicos clandestinos celebram o jubileu sem ser presos.


Abertura da Porta Santa de Zhengding (China) Fonte: AsiaNews, AsiaNews  Copyright, Zenit.
 Na abertura da Porta Santa de Zhengding, a santa missa foi celebrada por dom Julius Jia Zhiguo, não reconhecido pelo governo e mantido em prisão domiciliar
 “É um milagre! É uma proteção do Céu”, consideram os entusiastas católicos chineses da comunidade clandestina de Zhengding (Hebei), que, neste domingo, se reuniram para celebrar o início do Jubileu e a abertura da Porta Santa.
 O “milagre”, explica a agência AsiaNews, é que a polícia, sempre diante da igreja, não fez nada para impedir o gesto e não prendeu ninguém. Além disso, quem presidiu a liturgia, das 8h30 às 12h30, foi o bispo dom Julius Jia Zhiguo, não reconhecido pelo governo e mantido em prisão domiciliar durante anos por se recusar a aderir à Associação Patriótica, o órgão do Partido Comunista que gerencia uma “Igreja Católica” independente do papa e de Roma.
 Dom Jia Zhiguo é vigiado dia e noite e, com frequência, é levado para uma ou duas semanas “de férias” pela Associação Patriótica, ou seja, para cursos de doutrinação e lavagem cerebral. Mesmo controlado, o prelado conta com a estima da polícia e da população. Durante longo tempo, em sua casa, ele abrigou cerca de 200 crianças abandonadas e pessoas portadoras de deficiências, cuidando delas pessoalmente com a ajuda de algumas freiras e fiéis.
 A abertura solene da Porta Santa em Zhengding foi precedida por uma procissão e uma série de leituras da Misericordiae Vultus, a bula com que o papa Francisco proclamou o Jubileu. Depois de aberta a Porta Santa, houve a cerimônia eucarística. “É incrível – disse uma freira – que tantas pessoas tenham podido se reunir durante tanto tempo sem ninguém ser preso”.
 Faz anos que o governo chinês tenta eliminar as comunidades clandestinas que realizam atos religiosos considerados “criminosos” pelo Partido. Muitos sacerdotes envolvidos estão presos. Nos últimos meses, tem havido forte pressão contra sacerdotes e bispos clandestinos para se juntarem à Associação Patriótica, inclusive com tentativas de suborno.
 Diácono Valney

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Agendamentos para o processo de Nulidade de Casamento na Arquidiocese de Brasília

Arquidiocese de Brasília. - Na última segunda-feira, 30 de novembro, o Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Brasília abriu a agenda para àqueles que desejam entrar com o processo de Nulidade de Casamento. Normalmente aqui em nossa Arquidiocese esta agenda é aberta duas vezes no ano, em meados de novembro e inicio de dezembro que marca atendimentos para o primeiro semestre do ano seguinte e no meio do ano, para agendar atendimentos no segundo semestre.
Segundo o padre Carlos Costa Carvalho, Juiz Adjunto do Tribunal, as primeiras vagas na agenda já foram preenchidas, porém as pessoas podem colocar seus nomes em uma lista de espera. Padre Carlos disse ainda que o tribunal está implantado novas formas de otimizar o atendimento e garantir que todas as pessoas dessa lista sejam atendidas ainda no primeiro semestre do próximo ano.
A lista de espera estará aberta até o dia 15 de dezembro de 2015.
O Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Brasília fica na Esplanada dos Ministérios, EMI, Lote 12, no prédio da Cúria Metropolitana. O horário de funcionamento é de 2ª a 6ª Feira (8h.00 às 12h.00 – 13h.00 às 17h00). Contatos: 3213-3327/ 3213-3326.
O que é Tribunal Eclesiástico
O Tribunal Eclesiástico é um órgão judiciário, para decisão em primeira instância, de todas as causas judiciais que não sejam reservadas a órgãos especiais. Por direito, na diocese, o Bispo é o Juiz de primeira instância, que pode exercer este poder pessoalmente ou por delegação (cânon 1419). Em geral, o Bispo delega este poder a um Vigário Judicial e nomeia juízes eclesiásticos. O Vigário Judicial, em união com o Bispo, forma com os demais Juízes o Tribunal Eclesiástico de primeira instância (cânon 1420).
Os Tribunais Eclesiásticos podem julgar todas as causas jurídicas não reservadas diretamente ao Romano Pontífice (c. 1419, § 1º). Por exemplo, reservadas ao Papa aquelas relativas ao privilégio da fé, beatificação e canonização dos servos de Deus, à nulidade do sacramento da ordem. Em geral, as causas julgadas nestes Tribunais se referem à separação dos cônjuges, declaração de nulidade matrimonial, imposição de excomunhão, delitos praticados por clérigos. Salvo exceções estabelecidas na vigente legislação canônica, o Tribunal sempre atuará colegialmente, ou seja, em turnos de três juízes.
Para a instrução das causas, o Tribunal possui ainda um corpo auxiliar formado de juízes auditores e notários, nomeados pelo Bispo Diocesano e que atuam na oitiva das partes e testemunhas de modo a oferecer ao Turno Judicante, o material necessário à formação da certeza moral em base à qual se decidirá o pleito.
O Vigário Judicial da Arquidiocese de Brasília é o Presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação, e atua sempre colegialmente, num turno de 03 (três) juízes. Estes juízes, via de regra, são sacerdotes, porém o Código de Direito Canônico permite às Conferências Episcopais a nomeação de juízes leigos (cânon 1421, §2)

Diácono Valney
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Roma e Assis recebem evento comemorativo pelos 50 anos da restauração do diaconato

O Centro Internacional dos Diáconos (CID) reuniu, até o dia 25, cerca de 600 pessoas nas comemorações do Jubileu de 50 anos da Restauração do Diaconato Permanente. O evento começou na quarta-feira, dia 21, em Roma, e tem a participação do arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti, que representa a presidência do Departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).
“Trago na bagagem todo o nosso povo, os nossos diáconos e de maneira especial os 28 novos diáconos servidores do Reino em nossa arquidiocese de Maringá”, comenta dom Anuar.
No encontro jubilar estão presentes representantes de 37 países. O objetivo é fazer o resgate histórico e refletir sobre as perspectivas do Diaconato para a Igreja depois de 50 anos do Concílio Vaticano II, ocasião em que foi publicada a Constituição Dogmática Lumen Gentium, documento que restaurou o diaconato como “grau próprio e permanente da hierarquia da Igreja”.
A programação do evento conta com momentos de troca de experiências relacionadas ao serviço diaconal nos diversos lugares. No primeiro dia do encontro, os participantes encontraram-se com o papa Francisco, em audiência. “Também celebramos a Eucaristia no santuário de São Lourenço e Santo Estevão, em Roma, primeiros diáconos mártires do Cristianismo, onde estão sepultados”, acrescenta dom Anuar Battisti.
O arcebispo de Maringá ainda conduziu uma palestra sobre “Diaconato Permanente na Igreja do futuro”.
A cidade de Assis, a cerca de 170 quilômetros do Vaticano, sediará o final das comemorações. “Vamos reviver a história de São Francisco, o grande reformador da Igreja, com o objetivo de rezar pelo papa Francisco a fim de que se concretizem as reformas tão desejadas por ele”, destaca dom Anuar.
Os participantes do encontro promovido pela CID são dos seguintes países: Austrália, Canadá, Estados Unidos, Argentina, Colômbia, Brasil, Bolívia, Chile, Cuba, México, África do Sul, Zimbábue, Índia, Hong-Kong, Grã-Bretanha, Irlanda, Países Baixos, Letônia, Lituânia, República Checa, Hungria, Áustria, Itália, Espanha, Romênia, Finlândia, Suíça, França, Bélgica, Polônia, Ucrânia, Rússia, Honduras, Luxemburgo, Costa Rica, Suécia e Alemanha, que sedia a entidade internacional dos diáconos.
Diaconato
O diaconato permanente foi restaurado na Igreja pela Constituição Dogmática Lumen Gentium, publicada em 21 de novembro de 1964.
Em 2003, a CNBB, em parceria com a Comissão Nacional dos Diáconos (CND), publicou as Diretrizes para o Diaconado Permanente (Documento 96), que apresenta orientações sobre a formação, a vida e o ministério dos diáconos permanentes da Igreja no Brasil.

Diácono Valney
Com informações e foto da arquidiocese de Maringá

domingo, 11 de outubro de 2015

Padrinhos homossexuais… O que a Igreja tem a dizer?

Foto: ACI Prensa
A escolha de padrinhos para batizar bebês, crianças e adultos deve levar em consideração o que diz a Igreja em relação a este assunto. Mas, o desconhecimento de tais orientações pode levar a situações controversas, como possíveis padrinhos homossexuais que tenham uma vida sexual ativa dentro deste estilo de vida. A impossibilidade destes para apadrinhar uma batizando, porém, não é de forma alguma discriminação. É o que explica o Padre Paulo Ricardo afirmando que os critérios para ser padrinhos se aplica a todos, independentemente da orientação sexual.

Citando o Catecismo da Igreja católica, em seu número 1255, o sacerdote, conhecido do público católico pelo seu apostolado nos meios de comunicação e na internet, explica que o padrinho e a madrinha têm o papel de colaborar com os pais no desenvolvimento da graça batismal de seu afilhado. Por isso, “devem ser cristãos firmes, capazes e prontos a ajudar, o novo batizado, criança ou adulto, em sua caminhada na vida cristã”.

Padre Paulo Ricardo pontua ainda os requisitos ditados pelo Código de Direito Canônico para que uma pessoa seja padrinho ou madrinha. Esses elementos estão expostos no cânon 874: seja designado pelo batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo; tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo Bispo diocesano, ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa; seja católico, confirmado, já tenha recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir; não tenha sido atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada; não seja pai ou mãe do batizando.

Destes requisitos, explica o Pe. Paulo, o terceiro é o que diz respeito ao tema em questão, ao estabelecer que os padrinhos devem levar uma vida de acordo com a fé. Sendo assim, afirma que a pessoa escolhida não pode estar vivendo uma situação de pecado, como práticas sexuais fora do matrimônio, como ocorre no caso das relações homossexuais, que não são contempladas por esse sacramento.

“Claramente percebe-se que a norma não se refere especificamente a homossexuais, mas sim, é geral, abrangendo todos aqueles que vivem uma vida sexual ativa e fora do sacramento do matrimônio. Portanto, não há que se falar em discriminação”, sublinha o Padre.

Um caso concreto envolvendo esta questão aconteceu na Diocese de Cádiz y Ceuta, Espanha. Após o pedido do transexual A.S. de ser padrinho de Batismo, o pároco local manteve uma cordial conversação com o mesmo indicando que devia cumprir com os requisitos que expressa o Código de Direito Canônico, C. 874/3.

O pároco animou A.S. a viver congruentemente sua fé e que, apesar de não ser o padrinho de Batismo, participasse de algum modo como padrinho espiritual, podendo animar e ajudar na vida de fé do batizando. A proposta foi acolhida pelo solicitante que demonstrou respeito e cordialidade ao pároco, dispondo-se a ajudar dentro de suas possibilidades no bem do batizando. Durante a conversa ficou entendido que a impossibilidade não se devia primariamente à sua condição de transexual, mas de outros requisitos que o próprio A.S. reconheceu não cumprir.

“Segundo o Código de Direito Canônico é o pároco ou ministro do sacramento quem deve velar com responsabilidade para que se cumpra os requisitos do cânon 874, e inclusive dissuadir quem, segundo o seu parecer, não os cumpre por diferentes razões, pelo próprio bem do batizado, pois o padrinho tem que velar pelo crescimento na fé do batizado e acompanha-lo para que aprenda de sua mão os fundamentos doutrinais e morais da fé cristã”, explica um comunicado da Diocese.

O mesmo texto indica que não se deve estranhar que alguém possa não ser admitido, algo que acontece com frequência, por não ser considerado idôneo por seu estilo de vida, critérios ou incongruência com a vida cristã e as disposições da Igreja, o qual não supõe nenhuma discriminação.

Diacono Valney

Fonte: AciDigital

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dinamismo e participação: novidades do Sínodo


                                    Card. Baldisseri cumprimenta o Papa Francisco – AP
Portal Católico – Mais dinamismo e participação: o Secretário do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, apresentou à imprensa a metodologia de trabalho do iminente evento sinodal, que terá início este domingo (04/10) com a celebração da Missa presidida pelo Papa na Basílica de S. Pedro.“Esta Assembleia representa o momento conclusivo do percurso sinodal iniciado dois anos atrás, com o envio do primeiro questionário a todas as Igrejas particulares”, afirmou o Cardeal.
No total, serão 270 padres sinodais, provenientes dos cinco continentes, assim divididos: 54 da África, 64 da América, 36 da Ásia, 107 da Europa e 9 da Oceania. Acrescentam-se a eles 24 especialistas ou colaboradores, 51 auditores e auditoras e 14 delegados fraternos. Destaque para os casais de esposos, pais e chefes de família, que serão 18 no total.
Metodologia
Quanto à metodologia, os próprios padres sinodais sugeriram modificações para tornar o Sínodo mais dinâmico e participativo. Isso será feito através da distribuição dos discursos pronunciados pelos membros em tempo breve, para poder dedicar mais atenção a cada contribuição. Além disso, os padres sinodais pediram a valorização do trabalho nos Círculos menores, onde se verifica uma participação mais ativa à discussão, um confronto mais direto e imediato entre os padres na própria língua, nos quais os auditores e os delegados fraternos podem eventualmente intervir. Os trabalhos serão divididos entre congregações gerais e círculos menores. Nas congregações gerais terão direito a se pronunciar 318 participantes (entre padres sinodais, delegados fraternos e auditores), com três minutos à disposição. Serão cerca de 70 pronunciamentos por dia. Ao final de cada sessão, será reservado um período de uma hora para pronunciamentos livres dos padres sinodais. Já os círculos menores serão 13 no total, sem limite de tempo para os discursos. Serão três semanas, em que serão debatidos três temas: “A escuta dos desafios sobre a família”, “O discernimento da vocação familiar” e “A missão da família hoje”.
Comunicação
Sobre a relação entre o Sínodo e a imprensa, o Cardeal Baldisseri afirma que será mantido o critério já expresso pelo Santo Padre: o Sínodo deve ser um espaço protegido para que o Espírito Santo possa agir; de modo que os padres sinodais tenham a liberdade de se expressarem com coragem. Durante as três semanas, haverá diariamente uma coletiva de imprensa, com a presença de padres sinodais, e a utilização de todos os meios de comunicação disponíveis. Os participantes são livres de comunicar com a imprensa segundo sua discrição e responsabilidade.
Documento final
A Comissão para a Elaboração do Relatório Final foi nomeada pelo Santo Padre, e é composta por representantes dos cinco continentes: Cardeal Péter Erdo, Arcebispo de Esztergom-Budapeste (Hungria); Dom Bruno Forte, Arcebispo de Chieti-Vasto (Itália); Cardeal Oswald Gracias, Arcebispo de Bombaim (Índia); Cardeal Donald William Wuerl, Arcebispo de Washington (EUA); Dom John Atcherley Dew, Arcebispo de Wellington (Nova Zelândia); o Arcebispo Victor Manuel Fernández, Reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina (Argentina); Dom Mathieu Madega Lebouakehan, Bispo de Mouila (Gabão); Dom Marcello Semeraro, Bispo de Albano (Itália); Padre Adolfo Nicolás Pachón, S.I., Propósito Geral da Companhia de Jesus, representando a União dos Superiores Gerais.
Ulteriores informações
No sábado, 17 de outubro, terá lugar a Comemoração dos 50 anos do Sínodo dos bispos, na Sala Paulo VI. No domingo, 18, terá lugar a Missa para a canonização, entre outros, dos Bem-aventurados Ludovico Martin e Amria Azelia Guérin, pais de Santa Teresa do Menino Jesus. Na Basílica de Santa Maria Maior, os fiéis são convidados a acompanhar os trabalhos sinodais com a oração. Todos os dias, será rezado o Terço às 17h, com a celebração da Missa às 18h. Na primeira semana se reza pelos filhos, na segunda pelos pais e na terceira pelos avós.
Diácono Valney


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Papa: Processos de nulidade matrimonial mais simples e rápidos.


Portal Católico – Foram anunciadas na manhã de terça-feira (08/09) as principais mudanças decididas pelo Papa em relação aos processos de nulidade matrimonial.
O objetivo do Papa não é favorecer a nulidade dos matrimônios, mas a rapidez dos processos: simplificar, evitando que por causa de atrasos no julgamento, o coração dos fiéis que aguardam o esclarecimento sobre seu estado “não seja longamente oprimido pelas trevas da dúvida”.
As alterações constam nos dois documentos ‘Mitis Iudex Dominus Iesus’ (Senhor Jesus, meigo juiz) e ‘Mitis et misericors Iesus’ (Jesus, meigo e misericordioso), apresentados na Sala de Imprensa da Sé.
A reforma foi elaborada com base nos seguintes critérios:
1.    Uma só sentença favorável para a nulidade executiva: não será mais necessária a decisão de dois tribunais. Com a certeza moral do primeiro juiz, o matrimônio será declarado nulo.
2.    Juiz único sob a responsabilidade do Bispo: no exercício pastoral da própria ‘autoridade judicial’, o Bispo deverá assegurar que não haja atenuações ou abrandamentos.
3.    O próprio Bispo será o juiz: para traduzir na prática o ensinamento do Concílio Vaticano II, de que o Bispo é o juiz em sua Igreja, auspicia-se que ele mesmo ofereça um sinal de conversão nas estruturas eclesiásticas e não delegue à Cúria a função judicial no campo matrimonial. Isto deve valer especialmente nos processos mais breves, em casos de nulidade mais evidentes.
4.    Processos mais rápidos: nos casos em que a nulidade do matrimônio for sustentada por argumentos particularmente evidentes.
5.    O apelo à Sé Metropolitana: este ofício da província eclesiástica é um sinal distintivo da sinodalidade na Igreja.
6.    A missão própria das Conferências Episcopais: considerando o afã apostólico de alcançar os fiéis dispersos, elas devem sentir o dever de compartilhar a ‘conversão’ e respeitarem absolutamente o direito dos Bispos de organizar a autoridade judicial na própria Igreja particular. Outro ponto é a gratuidade dos processos, porque “a Igreja, mostrando-se mãe generosa, ligada estritamente à salvação das almas, manifeste o amor gratuito de Cristo, por quem fomos todos salvos”.
7.    O apelo à Sé Apostólica: será mantido o apelo à Rota Romana, no respeito do antigo princípio jurídico de vínculo entre a Sé de Pedro e as Igrejas particulares.
8.    Previsões para as Igrejas Orientais: considerando seu peculiar ordenamento eclesial e disciplinar, foram emanados separadamente as normas para a reforma dos processos matrimoniais no Código dos Cânones das Igrejas Orientais.
Diante dos jornalistas credenciados, o juiz decano do Tribunal da Rota Romana, Mons. Pio Vito Pinto explicou que os decretos (motu próprio) são resultado do trabalho da comissão especial para a reforma destes processos, nomeada pelo Papa em setembro de 2014.
Também estavam na coletiva o Cardeal Francesco Coccopalmerio, Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, e o arcebispo jesuíta  Luis Francisco Ladaria, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé.
 Diácono Valney