terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Vaticano apresenta manual contra homilias vazias.
O prefeito da Congregação para o Culto Divino destacou como o Papa Francisco dedica uma parte considerável da Evangelii Gaudium ao tema da homilia
O cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, apresentou esta terça-feira de manhã o '' Diretório Homilético'', elaborado por esse dicastério sob a prefeitura do seu predecessor, o cardeal Antonio Cañizares Llovera . Participaram da cerimônia o arcebispo Arthur Roche e padre Corrado Maggione, respectivamente secretário e subsecretário da congregação, informou a Sala de Imprensa da Santa Sé.
"Muitas vezes, para muitos fiéis - explicou o cardeal guineano – o momento da homilia, considerada boa ou ruim, interessante ou chata, decide a importância da celebração. Na verdade, a missa não é a homilia, mas ela é um momento importante para a participação nos santos mistérios, ou seja, a escuta da Palavra de Deus e a comunhão com o Corpo e Sangue do Senhor”.
"O Diretório não nasce sem uma razão. O seu objetivo é oferecer uma resposta à necessidade de melhorar o serviço próprio dos ministros ordenados: a pregação litúrgica”, continuou o prefeito, destacando que já no Sínodo dos Bispos de 2005 pedia para os ministros ordenados que preparassem a homilia com cuidado, baseando-se em um conhecimento adequado da Sagrada Escritura. “Este é um primeiro dado que se deve ter em conta – destacou – já que a homilia está diretamente vinculada com as Sagradas Escrituras, especialmente com o Evangelho, e iluminado por eles”. No mesmo Sínodo se solicitava que na homilia ressoassem, ao longo do ano, os grandes temas da fé e a vida da Igreja, e que se evidenciasse o laço que une a mensagem das leituras bíblicas com a doutrina da fé mostrada no Catecismo da Igreja Católica. “Sobre a base destas expectativas, Bento XVI, na Exortação Sacramentum Caritatis, solicitava uma reflexão sobre este tema”.
Os Bispos retomaram a questão no Sínodo sobre a Palavra de Deus, e assim Bento XVI, na Exortação Verbum Domini, enquanto recordava que pregar adequadamente referindo-se ao Lecionário era "realmente uma arte que deve ser cultivada", indicou também a oportunidade de elaborar um "Diretório sobre a homilia, para que os pregadores encontrem nele uma ajuda útil para preparar-se para o exercício do ministério”, disse o cardeal Sarah.
"O sulco estava traçado – garantiu – e seguindo nessa linha, a Congregação iniciou o projeto, que recebeu muita força pela importância que o Papa Francisco deu à homilia, na sua exortação apostólica Evangelii gaudim, onde toca esse tema em 25 pontos: 10 dedicados à homilia e 15 à sua preparação”.
"A homilia – disse – é um serviço litúrgico reservado ao ministro ordenado, que está chamado por vocação a servir a Palavra de Deus segundo a fé da Igreja e não de forma personalista. Não é um discurso sequer, mas um falar inspirado na Palavra de Deus que ressoa em uma assemblei de fieis, no contexto de uma ação litúrgica, com o fim de aprender a praticar o Evangelho de Jesus Cristo”.
Entre os critérios mencionados no Diretório, indico alguns: A homilia é suscitada pelas Escrituras organizadas pela Igreja no Lecionário, que é o livro que contém para os dias do ano as leituras bíblicas da Missa. A homilia está suscitada pela celebração na qual se inserem estas leituras, ou seja, pelas orações e os ritos que conformam esta liturgia, cujo principal protagonista é Deus, por Cristo, seu Filho, na potência do Espírito Santo.
"Obviamente - concluiu o prelado guineano – a homilia destaca quem a pronuncia. Daí a importância da preparação do homileta que requer estudo e oração, experiência de Deus e conhecimento da comunidade à qual se dirige, amor pelos santos mistérios e amor pelo Corpo vivo de Cristo que é a Igreja”.
Diácono Valney.
domingo, 25 de janeiro de 2015
Igreja Católica terá em breve 23 novos Beatos e 7 novos Veneráveis Servos de Deus.
Aquidiocese de Brasília.
Nesta sexta-feira (23), o Papa Francisco autorizou a publicação de 11 decretos que reconhecem um milagre, 21 martírios e 7 virtudes heroicas de religiosos, religiosas, leigos e leigas que deram testemunho de Cristo na África do Sul, Bolívia, Cazaquistão, Espanha, Estados Unidos, Itália, Filipinas e Ucrânia. Com isso, a Igreja Católica possuirá em breve 23 novos Beatos e 7 novos Veneráveis Servos de Deus.
Milagre
A Congregação para Causa dos Santos reconheceu o milagre atribuído à intercessão da agora então futura beata Maria Teresa Casini, fundadora da Congregação das Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus, que nasceu e faleceu na Itália.
Martírios
A Igreja ainda ganhará 22 novos futuros beatos - sem a necessidade de um milagre, pois tiveram reconhecidos o testemunho de fé através do martírio. Destes, 21 são religiosos e religiosas assassinados por ódio à Fé durante a Guerra Civil espanhola: Irmã Fidelia e duas companheiras religiosas do Instituto das Irmãs de São José de Girona e padre Pio Heredia e 17 companheiros e companheiras das Ordens dos Cistercienses da Estreita Observância (Trapistas) e de São Bernardo. Além disso, foi reconhecido o martírio do leigo Tshimangadzo Samuele Benedetto Daswa, morto por ódio à Fé na África do Sul, em 1990.
Virtudes Heroicas
Serão declarados em breve Veneráveis Servos de Deus: 4 religiosos e religiosas e 3 leigos. São eles: o sacerdote diocesano nascido na Ucrânia e morto no Cazaquistão, padre Ladislao Bukowiński e padre Luigi Schwartz, sacerdote diocesano, fundador das Congregações das Irmãs de Maria e dos Irmãos de Cristo, nascido em Washington, Estados Unidos e morto em Manila, nas Filipinas, em 1992.
Na lista ainda estão: a monja espanhola da Sociedade de Maria Nossa Senhora, a leiga italiana Teresa Gardi, da Ordem Terceira de São Francisco, do leigo espanhol e fundador da Adoração Noturna na Espanha, Luigi Trelles y Noguerol, da leiga japonesa Elisabetta Maria Satoko Kitahara e da leiga boliviana Virginia Blanco Tardío.
Diácono Valney.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Brasil poderá ganhar mais um Santo
Arquidiocese de Brasília.
Nas redes sociais, os católicos começam a publicar a frase "São Guido, rogai por nós", intensificando os pedidos por sua beatificação.
No mês de maio de 2014, foi enviado o pedido de concessão, sendo ainda encaminhado diversos documentos relacionados à vida do religioso, no intuito de "comprovar que viveu de acordo com os ensinamentos da Igreja".
De acordo com nota da Arquidiocese do Rio, a história de Guido Schaffer "inspira cada vez mais outros jovens a seguirem o caminho de santidade sem deixarem de viver todas as coisas próprias da juventude".
Sempre voltado para os mais necessitados, o seminarista também dedicou boa parte de sua vida aos trabalhos em prol dos indigentes junto às irmãs missionárias da Caridade, congregação fundada pela Beata Madre Teresa de Calcutá.
Relíquias
No próximo dia 20, os restos mortais do seminarista que encontram-se no cemitério São João Batista, em Botafogo, serão levados até a Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, onde ficarão expostos no altar da Pietá.
O translado do relicário de Guido Schaffer será acompanhado por dois funcionários do Vaticano, responsáveis pela causa dos santos.
Guido Schaffer
Guido Vidal França Schäffer nasceu no dia 22 de maio de 1974, em Volta Redonda, Rio de Janeiro. Ele era um jovem surfista, médico, conhecido por seu envolvimento nas causas sociais.
No dia 1º de maio de 2009, surfando na Praia do Recreio em comemoração à despedida de solteiro de um amigo, o jovem seminarista, que estava prestes a se formar, e a se tornar Padre morreu afogado. O acidente gerou grande comoção. Desde então, todo dia 22 (dia de seu nascimento), uma grande quantidade de pessoas participa da missa celebrada em sua homenagem no seu túmulo, no cemitério São João Batista, em Botafogo.
Diácono Valney.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Vaticano publica documento para ajudar os Padres em suas homilias
Arquidiocese de Brasília.
O diretório de homilética pretende fornecer um conjunto de linhas mestras que ajudem a inspirar quer os membros do clero quer os futuros padres para o desempenho da sua missão.
Articulado em duas partes, o documento debruça-se sobre a natureza, a função e o contexto peculiar da homilia, ao mesmo tempo que enuncia as coordenadas metodológicas e de conteúdo que o sacerdote deve conhecer e levar em consideração ao preparar e pronunciar a homilia.
A obra vai ao encontro da preocupação manifestada pelo Papa acerca desta matéria, na sua exortação apostólica, A alegria do Evangelho, onde refere que “a pregação dentro da liturgia requer uma séria avaliação por parte dos pastores”.
Papa Francisco já havia sublinhado a necessidade de preparar adequadamente a pregação dentro da liturgia. “São muitas as reclamações relacionadas com este ministério importante, e não podemos fechar os ouvidos”, sustenta o Papa.
Com o apoio das Conferências Episcopais dos diversos países, a obra deverá estar brevemente traduzida nas mais variadas línguas.
Diácono Valney
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Católicos devem buscar a bênção de Deus para 2015 com oração, não nas superstições de ano novo.
Arquidiocese de Brasília.
O sacerdote, que é pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima, no Méier (RJ), explicou que no Cristianismo a postura correta diante do futuro é buscar crescer no relacionamento com Deus, para que na confiança a pessoa seja capaz de construir um futuro melhor.
“A diferença entre a religião cristã e práticas de superstição é que essas práticas se baseiam no desejo de dominar e controlar. A superstição pode dar a impressão para quem a pratica de que é possível dominar o futuro, mas nós sabemos que isso não é verdade. Todo cristão deve saber que a atitude dele diante do futuro não pode ser uma postura de domínio ou controle, mas sim de entrega e de confiança em Deus. O futuro da gente não está escrito como algumas pessoas pensam de uma maneira determinista ou fatalista. O futuro da gente é construído na medida em que caminhamos com Deus”, ensinou.
O sacerdote também refletiu sobre a importância do dia 1º de janeiro, quando a Igreja celebra a solenidade e o dogma de Maria, Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz.
“É costume da Igreja que as grandes celebrações como a Páscoa e o Natal, não durem apenas um dia. São celebrações grandiosas que comemoram os grandes mistérios da nossa fé e devem se estender por um tempo, de forma especial pela semana seguinte a festa. O dia 1º de janeiro é a Oitava da Festa do Natal, ou seja, o término dessa grande celebração do Nascimento de Jesus que a Igreja comemora recordando a união entre Maria e seu filho Jesus. Por isso, no oitavo dia da Festa do Natal, que coincide com o primeiro dia do ano civil, é celebrada a maternidade divina de Nossa Senhora”.
O sacerdote ressaltou que na Solenidade de Maria Mãe do Filho de Deus, a Igreja coloca todo o ano civil debaixo da proteção de Nossa Senhora.
“Esse dia traz uma série de lembranças e evocações importantes para a vida da Igreja, é o dia em que celebramos a circuncisão de Jesus. A leitura do Evangelho recorda esse acontecimento e o momento em que o nome do menino Jesus foi imposto. A primeira leitura relata Deus ensinando a abençoar o povo de Israel. Sempre no início de um novo ano, a Igreja recorda que o Senhor é um Deus que abençoa, que deseja nos abençoar. Também lembra que com o nome de Jesus nos lábios a gente encontra salvação, porque Jesus significa ‘Deus é o nosso Salvador’. Esse dia é uma concorrência de coisas bonitas que unem o mistério do Natal às expectativas que temos para o ano que se inicia. Mas repito, o grande segredo da nossa esperança a respeito do futuro é a nossa união com Jesus Cristo”, garantiu.
Diácono Valney
sábado, 20 de dezembro de 2014
Papa Francisco: “O presépio e a árvore tocam o coração de todos, inclusive de quem não crê"
Arquidiocese de Brasília.
O Papa Francisco falou nesta sexta-feira (19), às delegações de duas cidades italianas, Verona e Catanzaro sobre o valor dos símbolos natalinos. Essas delegações doaram ao Vaticano o presépio e a árvore de natal que enfeitam a Praça São Pedro.
O Santo Padre explicou que o presépio e a árvore são símbolos natalinos que evocam o Mistério da encarnação e a luz que Jesus trouxe ao mundo com o seu nascimento.
“Mas o presépio e a árvore tocam o coração de todos, inclusive de quem não crê, porque fala de fraternidade, de intimidade e de amizade, chamando os homens do nosso tempo a redescobrirem a beleza da simplicidade, da compartilha e da solidariedade”.
Segundo Francisco, os símbolos são um convite à unidade, à concórdia e à paz; a abrir espaço a Deus, o qual não vem com arrogância para impor a sua potência, mas nos oferece o seu amor na frágil figura de um Menino. E concluiu: “Sigamos Jesus, a verdadeira luz, para não nos perder e para refletir ao nosso redor luz e calor a quem atravessa momentos de dificuldade e escuridão interior”.
Diácono Valney
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