segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Mensagem de dom Esmeraldo para os diáconos do Brasil

Dom Esmeraldo Barreto de Farias, arcebispo de Porto Velho, RO e bispo referencial da Comissão Nacional dos Diáconos - CND, escreveu esta mensagem abaixo para os diáconos do Brasil.


O FECUNDO TESTEMUNHO DE UM DIÁCONO!


Celebrando o mês vocacional, rezamos especialmente nesta primeira semana pelos ministros ordenados. Hoje, me dirijo particularmente aos Diáconos Permanentes no Brasil!Caro irmão diácono, agradecendo a Deus por sua vida e missão nas grandes cidades, no interior, nas áreas ribeirinhas da Amazônia, nos sertões do Nordeste, nos campos do Oeste, coloco no coração daquele que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos (Mc 10,45) a sua vida e a de sua família.


O testemunho do diácono Estêvão, aquele servo de Deus cheio do E. Santo e por ele guiado (cf. At 6,5a. 10; 7,55), pode trazer-nos uma grande luz! Estêvão aparece como o primeiro da lista dos sete homens escolhidos para a missão diaconal: “Estêvão, homem de fé e cheio do Espírito Santo” (At 6,5a); “cheio de graça e poder, fazia grandes milagres e sinais entre o povo” (6,8); “alguns membros da sinagoga dos Emancipados, (...) puseram-se a discutir com Estêvão, mas não conseguiam resistir à sabedoria e ao espírito com que falava” (At 6,9-10).Na trajetória de Estêvão, podemos destacar:a)    O chamado, a missão e a consagração para a missão - cuidar dos pobres -, nascem  de uma real necessidade da comunidade em Jerusalém, da sugestão dos Doze, da provação da comunidade reunida e da oração e imposição das mãos dos Apóstolos. Era a ação de Deus através de desafios que se lhes apresentavam iluminando o caminho da Igreja nascente para que fosse realmente servidora, no caminho do Servo (6,1-7). Estêvão assume a missão que lhe foi confiada e, a partir da prática, cresce na consciência de ser Servo. O que ajuda Estêvão a crescer nessa consciência? Certamente, para ele está clara a situação que a comunidade enfrenta, isto é, a necessidade de socorrer as viúvas no atendimento diário. Nessa prática, ele guarda no coração a experiência de tantos servos de Deus que tinham sido chamados e enviados por Deus para uma grande missão: Abraão, José, Moisés, os profetas e que tudo era preparação para a vinda do Justo, que foi crucificado. Ele vai amadurecendo a experiência de que, para o seguimento a Jesus Cristo servo, é necessário abrir-se ao Espírito Santo. Referindo-se aos membros do grande Conselho (Sinédrio), Estêvão afirma: “Duros de cerviz, incircuncisos de coração e de ouvidos, resistindo sempre ao Espírito Santo! Sois como vossos pais. A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Mataram os que profetizavam a vinda do Justo, aquele que vós agora entregastes e assassinastes. Vós que recebestes a lei por ministério de anjos, e não a observastes” (At 7,51-53). Então, o diácono está convencido de que ele é chamado a servir a partir de JC e que o Espirito é quem torna a missão fecunda. Daí, a necessidade e a importância da vivência da graça da comunhão, da experiência do mergulhar no Mistério. O testemunho de Estêvão nos indica que o caminho do servo não pode ser a partir de si mesmo, mas daquele que nos constitui seus servos: Jesus Cristo.  b)   O testemunho de Estêvão entre o povo, realizando sinais (6,8). Eram sinais ordinários e extraordinários. Quais os sinais ordinários no serviço que somos chamados a realizar na profissão, na família, na comunidade eclesial e para a transformação da sociedade como um todo.c)    As palavras de Estêvão não são apenas palavras (discurso elaborado pela inteligência), são um sinal de sua experiência interior, da vivência do Mistério. O seu testemunho profético mostra que a missão, quando guiada pelo Espírito de Deus, pode nos conduzir para além de algumas tarefas que somos chamados a assumir! (7,2ss).d)   Estêvão faz Memória da ação de Deus e ao mesmo tempo é memória dessa mesma ação. O relacionamento de Estêvão com a Palavra é algo que nos encanta, pois ele vê a ação de Deus em toda a história da salvação. Ele faz Memória da ação de Deus e faz ver que a sua ação amorosa está presente naquele momento. Na Palavra, ele encontra força e luz diante das dificuldades e desafios presentes na missão. A profundidade do relacionamento com a Palavra de Deus faz com Estêvão viva a missão não a partir de si, mas do projeto de Deus realizado em Jesus Cristo. Ele faz memória e vive essa memória na perspectiva de JC. «Recordai-vos dos vossos guias, que vos pregaram a palavra de Deus» (Heb 13, 7). Às vezes, trata-se de pessoas simples e próximas de nós, que nos iniciaram na vida da fé: «Trago à memória a tua fé sem fingimento, que se encontrava já na tua avó Lóide e na tua mãe Eunice» (2 Tm 1, 5). O crente é, fundamentalmente, «uma pessoa que faz memória» (EG 13), pois contempla a ação de Deus na história, no presente, deixa Deus agir em sua vida e aponta a esperança.


A partir da trajetória do diácono Estevão, podemos dizer que contar o chamado, é contar a experiência da Memória de Deus, contar a experiência do encontro com Deus, das várias experiências do Amor de Deus em nossa vida. Cada vez que contamos a história, fazemos a Memoria da Ação de Deus e sempre descobrimos algo novo. O Missionário coloca a Memória ( a ação de Deus em sua vida) de Deus e na vida dos outros a serviço do anúncio para falar não de si, mas de Deus (ver isto no Magnificat). Que bela Memória faz Paulo! – cf. 1Tm 1,12-17). O missionário se deixa guiar pela Memória de Deus, para ser Memória e despertar nos outras a Memória de Deus. A Memória de Deus é caminho para não ficarmos acomodados e centrados em nós mesmos.


A Missão nos abre a esta Memória de Deus, para meditarmos sobre a ação do Amor de Deus em nossa vida e também nos outros, fortalecendo e enriquecendo a Memória de Deus que é a história do Amor de Deus, de quem enviou o seu Filho ao mundo não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele, de quem entrou neste mundo, de quem desce para libertar, para doar a vida: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.Celebrando o dia do Diácono e contemplando o testemunho de Estêvão, podemos perguntar-nos: como está a vida e o ministério diaconal que recebi da graça de Deus? Quais os maiores desafios que encontro no exercício desse ministério? O testemunho de Estêvão traz alguma luz para a minha vida e missão como diácono?O Espírito Santo o ilumine e lhe conceda renovar a forte experiência do encontro com aquele que nos transforma por dentro e nos dá a graça do testemunho  como servo missionário.  Seja abençoada sua família e as comunidades a quem você serve recebam a graça de serem comunidades solidárias, missionárias, proclamadoras da Palavra que nos liberta e celebrantes do mistério pascal de Jesus Cristo.Um grande abraço.


Parabéns pelo seu dia! 

Diácono Valney

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Papa nomeia arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil em Brasília

 

O Papa Francisco nomeou hoje (6), dom Fernando José Monteiro Guimarães como arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil, em Brasília (DF). Ele foi transferindo da diocese de Garanhuns (PE). O papa acolheu o pedido de renúncia de dom Osvino José Both, aos 76 anos, conforme prevê o cânon 401, parágrafo primeiro, do Código de Direito Canônico.
Dom Fernando Guimarães é natural de Recife (PE). Membro da Congregação do Santíssimo Redentor (CSSR), com profissão religiosa em 1969, sendo ordenado sacerdote aos 25 anos. Foi nomeado bispo pelo papa João Paulo II, em 12 de março de 1998. Recebeu a ordenação episcopal no mesmo ano, em Roma, escolhendo como lema “O nosso coração ardia”. É mestre em Filosofia e Direito Canônico pelo Ateneo Romano da Santa Cruz, em Roma. Possui doutorado em Teologia Moral pela Alfonsianum.

Trajetória Episcopal
Dom Fernando já assumiu diferentes funções na atividade pastoral da Igreja no Brasil. Foi membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, presidente da Comissão Episcopal para a implementação do Acordo Brasil-Santa Sé e consultor da Congregação para as Causas dos Santos, na Cúria Romana. Desde 2008, dom Fernando estava como bispo de Garanhuns (PE).

Por Monasa Narjara, com informações da CNBB

Diácono Valney 
Pascom Paróquia Santo Antonio.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Os Santos Protomártires.

Os primeiros mártires de Roma.


30/06.

No ano de 64, um pavoroso incêndio reduziu Roma a cinzas. O imperador Nero, considerado imoral e louco por alguns historiadores, se viu acusado de ter sido o causador do fogo. Para defender-se, acusou os cristãos, fazendo brotar um ódio dos pagãos contra os seguidores de Cristo. Nero ordenou o massacre de todos eles. Houve execuções de todo tipo e forma e algumas cenas sanguinárias estimulavam os mais terríveis sentimentos humanos. Alguns adultos foram embebidos em pixe e transformados em tochas humanas usadas para iluminar os jardins do imperador. Em outro episódio revoltante, crianças e mulheres foram vestidas com peles de animais e jogadas no circo às feras, para serem destroçadas e devoradas por elas. A crueldade se estendeu do ano de 64 até 67, chegando a um exagero tão grande que acabou incutindo no povo um sentimento de piedade. O ódio acabou se transformando em solidariedade. Os apóstolos São Pedro e São Paulo foram duas das mais famosas vítimas deste imperador. Porém, como bem nos lembrou o Papa Clemente, o dia de hoje é a festa de todos os mártires, que com o seu sangue sedimentaram a gloriosa Igreja Católica. No sangue dos homens e mulheres que foram sacrificados em Roma nasceu forte e viçosa a flor da evangelização.
Reflexão: Celebramos nesta festividade a memória dos numerosos mártires que não tiveram um lugar especial na liturgia. Eles são testemunhas da ressurreição de vosso Filho Jesus. Pela fé nos mostram que aqueles que crêem em vós viverão para sempre, porque sois um Deus vivo e para os vivos. Todo martírio é um sinal marcante de que vale a pena doar a vida pelo Reino de Deus.
Oração: Santos mártires de nossa santa Igreja, que passaram por tantos sofrimentos para semear o Evangelho, nós vos louvamos por vossas vidas tão heróicas e santas e nos consagramos a vós para que também nós nos tornemos cristãos em verdade e em vida. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Fonte: A12.com

Diácono Valney


quarta-feira, 14 de maio de 2014

As eleições, a família estável e reprodutiva e o aborto.

Paulo Vasconcelos Jacobina.

Seguindo a tendência de uma vanguarda "científica" que representava o suprassumo do pensamento universitário e iluminado do final do século XIX, influenciado pelo "darwinismo social" e pelo "eugenismo" que era ensinado como progresso da humanidade, a Supreme Court norte-americana, no caso Buck Vs. Bell, em 1927, considerou constitucional que o Estado americano esterilizasse as pessoas de "raças inferiores" e de "mentes fracas" em nome do progresso racial da humanidade e da economia. A decisão foi relatada por ninguém menos do que o Juiz Oliver Wendell Holmes, Jr., tido como um dos maiores “Justices” que passaram pela Suprema Corte dos EUA.
Naquela época, a vanguarda do pensamento “esclarecido” era a eugenia, quer dizer, a ideia de que a humanidade teria o dever de fomentar a “melhora da espécie” usando em seu favor as técnicas “darwinistas” de seleção natural para evolução. A empolgação com o discurso cientificista, aparentemente tão coerente e fundado nas melhores razões econômicas, teve como obstáculos apenas os grupos humanistas, religiosos e conservadores, que não consideravam justo esterilizar e matar pessoas em nome da “evolução darwinista”. Mas foram rotulados, na época, de "atrapalhadores do progresso", "violadores do muro de separação entre Igreja e Estado" ou "atrasados" que querem impor sua visão "anticientífica" de mundo por cima dos iluminados cientistas, economistas e juristas. O caso “Buck vs. Bell” foi saudado na época como uma vitória do Estado laico e científico por sobre o “atraso” dos que não aceitavam aquele aviltamento do valor da pessoa humana.
Deste modo, a eugenia, e os esforços do Estado em implementá-la, foram considerados "constitucionais" lá, em votos longos e consentâneos com a “vanguarda” da época, pela utilização do Poder Judiciário como meio de ultrapassar pudores humanistas e religiosos. Mais de 60.000 pessoas foram compulsoriamente esterilizadas nos EUA em nome desta decisão tão "racional" e "econômica", baseada numa péssima leitura da teoria darwiniana, até a década de 70. Isto tudo foi feito pelo "progresso da raça" e em nome da “economia”, do “direito social” de não gastar recursos com os "feeblemindeds" e “melhorar” o ser humano.
A política eugenista legitimada por esta decisão da Suprema Corte americana continuou ocorrendo mesmo depois de 1945, quando os americanos venceram e denunciaram os nazistas por nada mais do que levar até o extremo esta mesma política. Hoje, a “eugenia” é uma teoria cientificamente ultrapassada, pelo menos nos discursos científicos do “mainstream” acadêmico – embora ativistas como a Dra. Alveda King, sobrinha de Martin Luther King, Jr., incansavelmente denuncie que as distorções da indústria abortista contemporânea atinja muito mais intensamente os bebês afroamericanos e do sexo feminino, a demonstrar que a eugenia não acabou, apenas mudou de estratégia.
É impressionante que outras "vanguardas", inclusive brasileiras, continuem confiando tanto em precedentes da Suprema Corte americana para estabelecer pura e simplesmente a moralidade de condutas desumanas, ou como “vanguarda da transformação social” em nome do "avanço social" da humanidade, contra as resistências de humanistas e religiosos. Mesmo depois que a história já demonstrou que as aparentes vanguardas científicas podem rapidamente se transformar em crueldade desumana e, logo depois, em paradigma ultrapassado.
Como serão vistas no futuro, pela ciência séria, outras condutas, como o aborto e a desconstrução da família estável e reprodutiva, aparentemente suportadas pelo consenso cientificista de hoje? Será que estas “vanguardas” tão patentemente equivocadas, tão provocadoras de dor e destruição, não serão mais uma vez denunciadas e ultrapassadas pelos próprios cientistas, como um dia o foram a frenologia e a eugenia “darwinista” do século XIX, que causaram tantas dores à humanidade? Devemos confiar nelas tanto assim, diante destes precedentes? Quiçá um dia aprenderemos: Não é porque um grupo de políticos assume um discurso cientificista e consegue uma decisão judicial em seu favor que aquilo que é bom e verdadeiro deixa de sê-lo. Toda vez que a ciência se afasta do bem e da verdade, que são os parâmetros que devem separar a ciência séria do cientificismo militante, a humanidade sofre e mais tarde. Não sem muita destruição e efeitos irremediáveis, todo “paradigma” cientificista aparentemente progressista, mas na verdade mentiroso, é desmascarado, mais tarde, pelos próprios cientistas que tenham coragem de estudá-los com honestidade.
É o caso do aborto. Independentemente do reconhecimento do valor intrínseco da vida humana, dentro e fora do útero, e da importância família biparental heterossexual estável e reprodutiva como espaço natural de geração e desenvolvimento das pessoas, já se tornam cada dia mais claras, (mesmo para quem fecha os olhos para estas realidades como valores em si mesmas), as graves consequências da liberação do aborto e da destruição da família nas culturas ocidentais contemporâneas, e suas consequências, podem ser vistas mesmo por quem disponha somente da metodologia científica séria para medi-las.
Tomemos o caso do aborto, tornado lícito nos Estados Unidos em 1973 com outra decisão da Suprema Corte de lá, na tristemente célebre decisão da legalidade do aborto no julgamento conhecido como "Roe vs. Wade". Esta decisão norte-americana foi seguida pela liberação pura e simples do aborto na grande maioria dos países europeus e no Japão. A partir de então, a liberação do aborto passou a ser vista, pelos grandes órgãos políticos mundiais como ONU, EU e similares, como indicador civilizacional de avanço social. Vê-se agora, no entanto, 40 anos depois, o mundo “civilizado” viver uma crise demográfica, previdenciária e civilizatória sem precedentes, e tem que contar, para não colapsar as respectivas economias, com maiorias reprodutivas muçulmanas, africanas e latinas, enquanto apoiado em “Roe vs. Wade”, continua matando seus filhos aos milhões nos úteros das mães. No entanto, em vez de se dar conta do equívoco, imaginam que resolverão este problema impondo o aborto e o modelo de família não reprodutiva a estas populações mais pobres.
É, portanto, no fundo, a mesma mentalidade não completamente ultrapassada da “eugenia”, como registrada no precedente "Buck vs Bell", que se visa aplicar agora nos muçulmanos e latinos, esterilizando-os à força para impedir a perda da hegemonia do norte ocidental.
A “utopia” secular do ocidente descristianizado parece envolver a progressiva liberação de drogas e a resoluta promoção do sexo não reprodutivo e do aborto, como se, para ser feliz e civilizada, a humanidade precisasse se dopar e fazer sexo inconsequente e não reprodutivo.
Por acreditar nisto, a força econômica dos países ricos e seus órgãos internacionais está compelindo sistemas judiciais e legais destas regiões mais pobres a aprovar o aborto e o matrimônio não heterossexual mesmo contra a vontade de suas populações, sob o discurso do secularismo e do cientificismo. O discurso tem cores de uma ecologia malthusiana que proclama os perigos de uma “superpopulação” exatamente no momento em que a humanidade parou de crescer populacionalmente, e na qual a grande ameaça ao meio ambiente vem da ambição econômica e industrial ilimitada, ou seja, do consumismo e do desenvolvimentismo, e não do respeito aos embriões, às famílias e às religiões e culturas.
Algumas dessas políticas independem de coloração partidária, como as que dizem respeito à diluição do conceito de família e à progressiva liberação das drogas e implantação do aborto. Elas parecem estar na pauta não somente do atual governo brasileiro, mas de todos os governos do mundo e ao mesmo tempo, o que afasta a possibilidade de mera coincidência: isto sinaliza que elas não decorrem de consensos locais, mas de imposição internacional, e delas não fugirão os eventuais candidatos a presidente, a senadores e deputados, por aqui, de esquerda ou de direita. Países governados pela “direita”, bem como países governados pela “esquerda”, estão sendo conduzidos pelos seus respectivos governos nesta direção, resoluta e inexoravelmente, mesmo contra todas as resistências sociais locais. É hora de exigir dos nossos candidatos locais clareza quanto a estes tópicos, para que não elejamos exatamente os nossos futuros adversários.

Diácono Valney

domingo, 20 de abril de 2014

Papa Francisco: a Ressurreição não é o final feliz de uma linda fábula, mas a intervenção da força de Deus.

Foto: ACI Digital
(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco refletiu que a Ressurreição é a intervenção da força de Deus quando toda esperança parece perdida e não “o final feliz de uma linda fábula”.

Em Praça de São Pedro, O Santo Padre afirmou que “olhando Jesus na sua paixão, nós vemos como num espelho os sofrimentos da humanidade e encontramos a resposta divina ao mistério do mal, da dor e da morte.

“Muitas vezes, sentimos horror pelo mal e pela dor que nos circunda e nos perguntamos como Deus permite o sofrimento e a morte, principalmente dos inocentes. Quando vemos as crianças sofrerem, é uma ferida no coração. E Jesus toma todo este mal, este sofrimento sobre si”, afirmou.

Francisco explicou aos fiéis que “nós esperamos que Ele, na sua onipotência, derrote a injustiça, o mal, o pecado e o sofrimento com uma vitória divina triunfante”.
“Ao contrário, Deus nos mostra uma vitória humilde, que humanamente parece uma falência”, enfatizou.

Mas, Jesus, “vence na falência”, assinalou o Pontífice.
“Trata-se de um mistério desconcertante se, depois de todo o bem que realizara, não tivesse existido esta morte tão humilhante, Jesus não teria mostrado a medida total do seu amor. A falência histórica de Jesus e as frustrações de muitas esperanças humanas são a estrada mestra, por onde Deus realiza a nossa salvação. É uma estrada que não coincide com os critérios humanos; pelo contrário, inverte-os: pelas suas chagas fomos curados”.

“Quando tudo parece perdido, é então que Deus intervém com a força da ressurreição”, asseverou.

Finalmente, Francisco destacou que “a ressurreição de Jesus não é o final feliz de uma linda fábula, mas a intervenção de Deus Pai, quando toda a esperança humana já tinha desmoronado. E também nós somos chamados a seguir Jesus por este caminho de humilhação”.

No final de sua catequese o Papa dirigiu algumas palavras aos peregrinos de língua portuguesa, publicadas no Boletim diário da Sala de Imprensa do Vaticano:

“De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, com menção particular do Colégio Nossa Senhora da Assunção. Tomai como amiga e modelo de vida a Virgem Maria, que permaneceu ao pé da cruz de Jesus, amando, também Ela, até ao fim. E quem ama passa da morte à vida. É o amor que faz a Páscoa. A todos vós e aos vossos entes queridos, desejo uma serena e santa Páscoa”.

Diácono Valney

segunda-feira, 14 de abril de 2014

10 coisas que você precisa saber sobre a fertilização in vitro antes de optar por ela

É bom e normal desejar filhos. Mas... a qualquer custo?


Elizabeth Kirk(Aleteia)
Stefan Pasch
Um em cada seis casais sofrem de infertilidade. Meu marido e eu nascemos em famílias grandes, com muitos irmãos, sobrinhos e sobrinhas. Jamais imaginamos que enfrentaríamos a infertilidade. Aliás, durante os nossos três anos de namoro, discutimos cada possível problema que poderíamos enfrentar: como lidar com finanças conjuntas, como equilibrar família e carreira, como gerenciar conflitos de personalidade, como lavar a louça... Pensamos em tudo, menos no que acabou virando o maior desafio do nosso casamento.

Pois é. E, por isso, nós entendemos muito bem o quanto um diagnóstico inesperado de infertilidade pode ser devastador.

Alice Domar, uma pesquisadora médica de Harvard, relata: "A maioria das mulheres inférteis afirma que a infertilidade é a experiência mais desoladora da sua vida. Mulheres inférteis apresentam níveis de ansiedade e depressão equivalentes aos de mulheres com câncer, aids ou doenças cardíacas".

Diante desse panorama, procedimentos como a fertilização in vitro (FIV) aparentemente oferecem uma esperança real para quem desesperadamente deseja ter filhos. Neste procedimento, a mulher toma hormônios para estimular os ovários a produzirem muitos óvulos em um único ciclo. Os óvulos maduros são removidos através de aspiração transvaginal (o que é feito sob sedação) ou mesmo mediante cirurgia laparoscópica. Os espermatozoides são coletados do homem, geralmente, através da masturbação. O médico, em seguida, submerge cada óvulo no sêmen, na tentativa de criar embriões. Quando a fecundação ocorre, um ou mais embriões são transferidos para o útero da mulher, na esperança de que ao menos um se implante com sucesso.

A propósito, o que é um "embrião"?

Um embrião é o novo ser que se forma a partir da junção de espermatozoide e óvulo. É uma pessoa humana completamente nova, em estágio muito inicial de desenvolvimento. No ambiente e circunstâncias adequadas, o embrião continuará crescendo: de feto para recém-nascido, bebê, criança, adolescente, até, se sobreviver ao turbilhão da puberdade e do ensino médio, se transformar em adulto. Um embrião, grosso modo, é simplesmente uma pessoa muito, muito jovem.

A maioria das pessoas acha difícil acreditar que possa haver implicações morais e éticas num procedimento médico realizado para atender o natural e bom desejo de ter um filho. Eu tive que explicar a inúmeros amigos e familiares por que optamos por não usar a FIV.

Compartilho, assim, dez coisas que aprendi sobre a FIV (fertilização in vitro) que podem levar alguns casais a repensar esta alternativa:

1. A FIV foge à nossa noção consolidada de paternidade.

A maneira tradicional de gerar bebês envolve a união física de um homem e de uma mulher. Já a FIV, mesmo na sua versão mais básica, envolve outras pessoas nesse ato de criação: médicos e técnicos que recolhem os óvulos e o esperma, os fertilizam em laboratório e os transferem para o corpo da mulher. E ainda podem entrar em cena outros atores: a doadora de óvulos, a “barriga solidária”, o doador de esperma, as crianças concebidas a partir do esperma congelado e armazenado de pais falecidos, as tecnologias envolvendo três conjuntos de DNA que parecem vindas do Admirável Mundo Novo... Talvez nada disso incomode você, mas pode confundir e perturbar as crianças concebidas por FIV: a ciência social sugere que as crianças concebidas a partir da doação de óvulos ou de sêmen relatam crises de identidade e de origem, além de serem mais propensas à depressão e ao abuso de substâncias tóxicas.

2. A FIV é uma forma de eugenia.

Falando de “Admirável Mundo Novo”, a célebre obra de Aldous Husley, já temos versões da "sala de fertilização" e da "sala de engarrafamento". Será que próxima seria a "sala de predestinação social"? Por que indago isso? Porque, para aumentar as chances de sucesso, a FIV adota procedimentos de diagnóstico e triagem voltados a gerar o "melhor" bebê. No sêmen colhido, por exemplo, são isolados os espermatozoides mais saudáveis e rápidos ou selecionados os que permitem escolher o sexo do bebê. Os óvulos podem ser rastreados para evitar anomalias cromossômicas. E as clínicas de FIV podem usar o diagnóstico genético pré-implantação (DGPI) para detectar condições genéticas e mutações cromossômicas (ou mesmo “traços indesejados”, como o simples fato de o embrião ser uma menina!). Na DGPI, uma ou mais células são removidas do embrião em desenvolvimento e avaliadas a fim de se descobrir alguma característica "indesejável". Só os embriões "saudáveis" serão usados. Isso pode ser tentador se você está tentando engravidar desesperadamente e quer otimizar as chances de ter um bebê saudável. Mas, ao fazer isso, você estará eliminando bebês "indesejados" na busca de um filho "perfeito". Acontece que, quando triamos seres humanos adultos, seja com base em deficiência física, em sexo ou em raça, chamamos isso de eugenia...

Diácono Valney

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Médico que descobriu a origem do Down pode ser canonizado.