sábado, 24 de setembro de 2011

Promotores da vida, esse eu recomendo.

O que diz a Igreja sobre a Reprodução Assistida?
Dom, 18 de Setembro de 2011

Assista a apresentação didática dada pela Drª em Microbiologia, Lenise Garcia*, sobre o rico e profundo ensino da Igreja Católica a respeito de temas delicados e atuais: Reprodução assistida, manipulação de embriões, clonagem, valorização de cada ser humano etc.
A base para tal apresentação foram duas instruções da Congregação para Doutrina da Fé: Donum Vitae e Dignitas Personae. Assista, estude e entenda o quanto vale cada vida humana, dom de Deus!

link:

http://www.promotoresdavida.org.br/component/content/article/1-destaque/512-formacao-donum-vitae-dignitas-personae

Diácono Valney

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Bispo auxiliar nomeado para Brasília.

21/09/2011

Dom Leonardo é nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília

O papa Bento XVI nomeou, nesta quarta-feira, 21, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília, transferindo-o da Prelazia de São Felix do Araguaia (MT). Segundo o comunicado do núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, a nomeação de dom Leonardo atende à solicitação feita ao papa pelo arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, de poder contar com a colaboração de um bispo auxiliar e em razão da eleição de dom Leonardo para Secretário Geral da CNBB no último mês de maio.

Dom Leonardo é catarinense de Forquilhinha onde nasceu no dia 6 de novembro de 1950. Franciscano da Ordem dos Frades Menores (OFM), fez a profissão religiosa em 20 de janeiro de 1973 e recebeu a ordenação presbiteral em 21 de janeiro de 1978. Foi nomeado bispo da prelazia de São Felix do Araguaia em 2 de fevereiro de 2005 e recebeu a ordenação episcopal no dia 16 de abril do mesmo ano, em Blumenau (SC), adotando como lema episcopal “Verbo feito carne”.

Com mestrado e doutorado em Filosofia junto à Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, dom Leonardo foi professor e orientador Educacional no Seminário Santo Antônio; Mestre dos Noviços e Mestre dos Irmãos de profissão temporária; Vigário Paroquial junto às Paróquias de São Benedito, Guaratinguetá (SP); São Paulo Apóstolo, Agudos (SP) e São Francisco de Assis, Rodeio (SC); secretário para a formação e estudos da Província da Imaculada Conceição; membro da primeira Comissão pro Ratio Studiorum da Ordem dos Frades Menores; visitador geral para a Província São Francisco de Assis no Rio Grande do Sul; secretário geral do Pontifício Ateneo Antonianum; professor de Filosofia da Religião da Pontifícia Universidade Antonianum; professor na Faculdade de Filosofia São Boaventura, da Associação Bom Jesus.

Diácono Valney
Fonte: CNBB

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Abençoa Senhor as Famílias numerosas amém!!!!

Conheço uma história parecida com essa....

Família de 11 filhos suscita admiração, simpatia e espanto nos EUA

A família de Larry e Jen Kilmer com seus onze filhos atraiu uma onda de simpatia quando o esquerdizante diário “The Washington Post” lhe consagrou uma página entre incrédulo, escandalizado e estupefato. Quando o censo diz que há menos de uma criança por lar nos EUA, a família Kilmer parece uma anomalia inimaginável e ingovernável. Larry, o pai, é professor e Jen, a mãe, é dona de casa. Porém, a despeito de anos de ingentes tarefas para manter os filhos, eles ostentam grande alegria. “Ri-se muito em casa”, diz Jen, e os jogos começam em instantes. “Poucas famílias podem dizer o mesmo”, acrescenta.O lar dos Kilmer não é rico, mas bem arrumado, as camas sempre feitas, as roupas nos armários e as crianças ajudando nas tarefas caseiras.“As pessoas sempre perguntam: ‘como é que você arranja tempo para você mesma?’ – Mas, quando você se dá conta de que há algo na vida que vale mais do que ‘viver para você mesma’ [...] você acredita que esse ‘tempo para si próprio’ está exageradamente supervalorizado”.Larry e Jen se conheceram em 1994, quando trabalhavam num colégio católico. Jen sempre desejou ter muitos filhos e Larry não tinha idéias preconcebidas. Os dois concordaram em aceitar os filhos que Deus quissesse enviar.
O dia de Jen começa às 5 da manhã. Às 6:30 ela assiste à Missa no santuário católico de São Judas Tadeu, Washington DC, e em seguida Larry leva os filhos mais velhos para a escola.Os menores ficam em casa ajudando Jen na limpeza da casa, fazendo os leitos, pondo a roupa para lavar. As crianças estão de volta às 15:00 h, tomam um lanche e começam as tarefas escolares. A família janta reunida à mesma mesa. E a preparação para dormir começa pelas 19:30, com as crianças tomando banho. Por volta das 21:00 h todas as crianças estão dormindo. É o primeiro momento de repouso de Jen no dia, após a Missa assistida 14 horas antes.“Eu aprendi a trabalhar duro, diz ela. Deus estava me preparando”.As dificuldades econômicas não são pequenas e o ordenado de Larry é mediano. As crianças vão a uma escola católica e a família chega com o justo ao fim do mês.Porém, o exemplo do casal comove os vizinhos. “Achamos malas com roupa na nossa porta e nem mesmo sabemos de onde vieram”, diz Jen. Jarry acrescenta que eles ganham também móveis, alimentos, brinquedos que nunca pediram.“Cada ano isso acontece mais e mais”, diz ele. “E a generosidade deles nos leva a sermos generosos com os outros”. Os Kilmers com frequência dão roupas a outras famílias. É uma lição maravilhosa para as crianças, explicam eles. Uma vez, quando quase toda a família ficou doente, a notícia se espalhou no bairro e, em poucas horas, parentes, amigos, vizinhos e colegas apareceram na porta para cozinhar, limpar e vigiar as crianças. “Você tem sempre alguém com quem brincar”, diz Michelle, 10, sobre os benefícios de ter muitos irmãozinhos. “Voce nunca está chateada”, explica Cristina, 12. “Quando você tem irmãos da mesma idade, você aprende a fazer amigos”.Quando cresce o coro dos apelos “mãe!”, Jen permanece calma e carinhosa. É evidente, comenta o jornal laicista, que sua paz de alma vem da fé católica.“De alguma maneira, Deus sempre providencia”, diz ela frequentemente, “por vias que você nem imagina”. Essa fé inspira também as crianças. Provavelmente não vão nascer mais crianças por causa da idade do casal. “Mas nós gostaríamos. Aceitaremos todos os que vierem”, diz ela. O “The Washington Post”, tribuna habitual da revolução antifamiliar, encerrou atônito a reportagem diante de tão bom exemplo de família.É que de fato o lar bem constituído, quando voltado para a Igreja Católica e Deus Nosso Senhor, tem qualquer coisa de inexprimível e atrai as bênçãos e os auxílios divinos. E isso não tem preço.



Um forte abraço a todos. Deus os abençoe.


Diácono Valney

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vargas Llosa admite que o ocidente precisa do catolicismo.

Depois da JMJ, Vargas Llosa admite que o ocidente precisa do catolicismo


MADRI, 30 Ago. 11 / 01:41 pm (ACI/EWTN Noticias)

Em sua habitual coluna no jornal espanhol El Pais, o ganhador do prêmio Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa, assinalou este domingo que o êxito da recente Jornada Mundial da Juventude em Madrid fez evidente que ocidente necessita do catolicismo para subsistir.

Em seu artigo chamado "A festa e a cruzada", Vargas Llosa, que se declara agnóstico e é um constante caluniador dos ensinos da Igreja, elogia o espetáculo de Madrid "invadido por centenas de milhares de jovens procedentes dos cinco continentes para assistir à Jornada Mundial da Juventude que presidiu Bento XVI".

No texto recolhido também em sua edição de hoje pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano, Vargas Llosa, nascido no Peru mas de nacionalidade espanhola, afirma que a JMJ foi "uma gigantesca festa de moças e rapazes adolescentes, estudantes, jovens profissionais vindos de todos os lados do mundo a cantar, dançar, rezar e proclamar sua adesão à Igreja Católica e seu ‘vício’ ao Papa".

"As pequenas manifestações de leigos, anarquistas, ateus e católicos insubmissos contra o Papa provocaram incidentes menores, embora alguns grotescos, como o grupo de energúmenos visto jogando camisinhas em umas meninas que… rezavam o terço com os olhos fechados".

Segundo Vargas Llosa existem "duas leituras possíveis deste acontecimento": uma que vê na JMJ "um festival mais de superfície que de entranha religiosa"; e outra que a interpreta como "a prova de que a Igreja de Cristo mantém sua pujança e sua vitalidade".

Depois de mencionar as estatísticas que assinalam que apenas 51 por cento de jovens espanhóis se confessam católicos, mas só 12 por cento pratica sua religião, Vargas Llosa diz que "desde meu ponto de vista este paulatino declínio do número de fiéis da Igreja Católica, em vez de ser um sintoma de sua inevitável ruína e extinção é, aliás, fermento da vitalidade e energia que o que fica dela –dezenas de milhões de pessoas– veio mostrando, sobre tudo sob os pontificados de João Paulo II e Bento XVI".

"Em todo caso, prescindindo do contexto teológico, atendendo unicamente a sua dimensão social e política, a verdade é que, embora perca fiéis e encolha, o catolicismo está hoje em dia mais unido, ativo e beligerante que nos anos em que parecia prestes a rasgar-se e dividir-se pelas lutas ideológicas internas".

Vargas Llosa se pergunta se isto é bom ou mau para o secularismo ocidental; e responde que "enquanto o Estado seja laico e mantenha sua independência frente a todas as igrejas", "é bom, porque uma sociedade democrática não pode combater eficazmente os seus inimigos –começando pela corrupção– se suas instituições não estiverem firmemente respaldadas por valores éticos, se uma rica vida espiritual não florescer em seu seio como um antídoto permanente às forças destrutivas".

"Em nosso tempo", segue Vargas Llosa, a cultura "não pôde substituir à religião nem poderá fazê-lo, salvo para pequenas minorias, marginais ao grande público"; porque "por mais que tantos muito brilhantes intelectuais tentem nos convencer de que o ateísmo é a única conseqüência lógica e racional do conhecimento e da experiência acumuladas pela história da civilização, a idéia da extinção definitiva seguirá sendo intolerável para o ser humano comum, que seguirá encontrando na fé aquela esperança de uma sobrevivência além da morte à qual nunca pôde renunciar".

"Crentes e não crentes devemos nos alegrarmos pelo ocorrido em Madrid nestes dias em que Deus parecia existir, o catolicismo ser a religião única e verdadeira, e todos como bons meninos partíamos de mãos dadas ao Santo Padre para o reino dos céus", conclui.


Diácono Valney

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Próxima JMJ será no Brasil anuncia o papa.

O Papa anuncia que a seguinte JMJ será no Rio de Janeiro em 2013


Brasileiros em Quatro Ventos MADRI, 21 Ago. 11 / 09:53 am (ACI/EWTN Noticias)

Ao concluir a Missa de envio no aeródromo de Quatro Ventos em Madrid (Espanha), o Papa Bento XVI anunciou que a seguinte Jornada Mundial da Juventude será na cidade do Rio de Janeiro no Brasil.

O anúncio fez saltar de alegria todos os brasileiros presentes assim como muitos dos latino-americanos reunidos para esta JMJ Madrid 2011.

Ao fazer o esperado anúncio, o Santo Padre disse: "agrada-me anunciar agora que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio do Janeiro", logo depois do qual teve que fazer uma pausa pela euforia vivida após estas palavras.
Em declarações ao grupo ACI em Quatro Ventos, o jovem brasileiro Felipe Vilvert do Paraná, comentou que "estamos muito felizes porque o Papa anunciou isto. Isto é mais importante que a Copa doMundo, o Rock’n Rio ou as Olimpíadas. Assim que os brasileiros estão todos muito, muito felizes hoje".

Bento XVI animou logo os presentes a pedirem ao Senhor "desde este instante que assista com sua força a quantos deverão pô-la em marcha e aplaine o caminho para os jovens de todo o mundo para que possam reunir-se novamente com o Papa nessa bela cidade brasileira".

Antes de saudar em outros idiomas, o Papa disse: "Antes de nos despedirmos e depois que os jovens da Espanha entreguem aos do Brasil a cruz das Jornadas Mundiais da Juventude, como Sucessor de Pedro confio todos os aqui presentes esta grande tarefa: levem o conhecimento e o amor de Cristo por todo mundo".

"Ele quer que sejam apóstolos no século XXI e mensageiros de sua alegria. Não o decepcionem!", exortou. 

Diácono Valney.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Diácono Permanente

Olá!

Aproveito a data que se aproxima, para falar um pouco sobre o diácono. que tem a sua data celebrada pela Igreja neste dia 10 de agosto, dia de São Lourenço Diácono e mártir. Lourenço foi diácono e morreu alguns dias do após o seu bispo Sisto II, na perseguição empreendida pelo imperador romano Valeriano. O imperador estava em busca das riquezas da Igreja e após matar o bispo, encontrou a Lourenço a quem perguntou por esses tesouros. Não os encontrando como desejava, mandou que este fosse colocado numa grelha a fim de ser assado vivo, mas como este não morria em plena brasa, o imperador mandou decapitá-lo. Lourenço tinha tanta fé que não morreu no fogo, mas para dar testemunho do amor de Deus viveu para que se manifestasse nele a vontade do Senhor e provar a sua fé.
Viva São Lourenço, modelo de fé e um martírio exemplar para os cristãos que não abandonam a sua fé em Deus!!!


Diácono, Ministro de Cristo.

De uma forma especial, os diáconos são sinais de Cristo, servindo ao próximo com amor e dedicação. Por meio da caridade, da Palavra e da liturgia, o diácono dá seu testemunho evangélico em meio a realidades repletas de desafios para a fé. No exercer da sua missão, ele planta as sementes da solidariedade e da dignidade.

Os diáconos participam de modo especial na missão de Cristo. São marcados pelo sacramento da Ordem com um sinal ("caráter") que ninguém poder apagar e que os configura a Cristo, que se fez "diácono", isto é, servidor de todos.

A essência da missão do diácono é servir tal como Cristo, "que veio para servir e não para ser servido". Cabe aos diáconos, entre outros serviços, assistir o Bispo e os padres nas celebrações litúrgicas, sobretudo na Eucaristia; distribuir a Comunhão; assistir ao Matrimônio e abençoá-lo; proclamar o Evangelho e pregar; presidir o funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade. Ele pode ainda conceder a bênção com o Santíssimo Sacramento, ministrar todos os sacramentais e abençoar objetos e pessoas.

Em princípio, o diácono pode exercer seu ministério em qualquer lugar, porém como seu ministério está diretamente ligado ao bispo, a quem deve plena obediência, cabe ao bispo determinar seu campo e sua área de atuação.

O diaconato permanente.

O diaconato pode ser exercido também por homens casados ou viúvos. Nestes casos, a vocação diaconal é consiederada permanente.

Ao viver em conjunto sua vocação diaconal e matrimonial, o diácono permanente dá testemunho da vida em Cristo em todos os ambientes: família, trabalho e comunidade.

Na família, o diácono é também esposo e pai e busca viver sua vocação de forma integrada, sem divisões dentro do lar. Para tanto, é necessário ao diácono uma formação humana e espiritual consistente que proporcione maturidade, serenidade e discernimento no exercíco de sua vocação.

No trabalho, o diácono permanente busca demonstrar a vivência reta dos valores cristãos e o exemplo de fé em ambientes seculares. O trabalho em prol do sustento do lar é tão essencial a vida diaconal quanto o convívio familiar e o serviço comunitário. É pelo trabalho que o diácono proporciona o bem-estar da esposa e filhos e cumpre com os deveres assumidos no matrimônio de cuidar da família.

Nas comunidades, a presença do diácono permanente enriquece a vida comunitária e contribui de forma significativa para a evangelização. No exercer das suas tarefas, que não são poucas, o diácono necessita do suporte que só a família, a oração e a vida espiritual podem dar.

Como ministro de Cristo, é no próprio Cristo, presente na Eucarístia, que o diácono permanente encontra forças para exercer seu ministério de forma digna e fraterna. Na Eucarístia, fonte de todas as graças, o diácono vive verdadeiramente sua vocação de serviço e entrega ao próximo tal como Cristo. Como ensina o papa João Paulo II, na enciclíca Ecclesia de Eucharistia, "a Eucarístia é o centro e o vértice do ministério sacerdotal",

Seja no lar, no trabalho ou na comunidade, a presença do diacono permanente é uma graça para todos. Como ministro de Cristo, o diácono é presença de Cristo onde quer que ele esteja.

Diácono Valney
Arquidiocese de Brasília,agosto/2011.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Casamento Religioso, um direito de quem?

Como faz todos os anos, no dia 22 de janeiro de 2011, Bento XVI recebeu em audiência privada os membros da Rota Romana, o Tribunal do Vaticano encarregado de avaliar as causas judiciárias referentes ao sacramento do matrimônio. Dentre elas, os processos destinados a estudar se, no ato de sua celebração religiosa, o casamento gozava dos requisitos necessários para a sua validade. Em caso negativo, é declarada a “nulidade matrimonial”, ou seja, a inexistência do compromisso sacramental diante da Igreja.

O que chama a atenção de quantos tomaram conhecimento das palavras do Papa é a sua afirmação de que só pode reivindicar o direito a uma cerimônia nupcial religiosa quem... vive a religião! Preocupado com o número crescente de casais que buscam os Tribunais Eclesiásticos em busca de um novo casamento, com a desculpa de que, no primeiro, não tinham as condições necessárias para assumi-lo adequadamente, ele reserva a celebração religiosa para os noivos que fazem seus os ensinamentos da Igreja.

Para Bento XVI, o direito a casar deve ser visto nesta perspectiva: não se trata de uma pretensão subjetiva, que deve ser satisfeita sem mais nem menos pelos sacerdotes, independentemente das disposições interiores dos noivos. A celebração religiosa do matrimônio pressupõe que se possa e se queira assumi-lo na verdade de sua essência, de acordo com o ensinamento de Cristo e da Igreja. Assim, só deveria “casar no religioso” quem goza da capacidade efetiva para o seu correto exercício e não tem em mente objetivos que contrastem com o seu conteúdo.

Evidentemente, para o pleno êxito de tão grande sacramento, o Papa insiste numa preparação adequada, feita possivelmente pelo próprio sacerdote. Nesta matéria, é grande a responsabilidade de quantos se ocupam das almas. O conhecimento dos aspectos basilares e práticos do Direito Canônico relativos às próprias funções constitui uma exigência de primária relevância para todos os agentes pastorais, sobretudo para quem se dedica à promoção da família.

É melhor prevenir do que remediar! Para tanto, é preciso comprometer-se, continua Bento XVI, para que se interrompa o círculo vicioso que muitas vezes se verifica entre uma admissão facilitada ao matrimônio, sem uma adequada preparação e sem uma verificação séria dos requisitos previstos para a sua celebração, e uma declaração judiciária, por vezes também facilitada, onde o matrimônio é considerado nulo apenas a partir da constatação de seu fracasso.

Um discernimento feito com seriedade, conclui o Santo Padre, poderá evitar que impulsos emotivos ou razões superficiais induzam os jovens a assumir responsabilidades que, em seguida, não conseguem honrar. O diálogo, levado adiante pelo sacerdote, separadamente, com cada um dos noivos – sem, com isso, diminuir a importância de outras conversas com o casal e, se possível, com seus familiares – exige um clima de mútua sinceridade, que leve os noivos a entender que são eles os primeiros interessados e os principais responsáveis pela celebração de um casamento válido e seguro.

Contudo, pela experiência que adquiriu através dos séculos e por ser composta de santos e pecadores, a Igreja não rejeita a celebração religiosa do matrimônio de quem, apesar de não estar perfeitamente preparado do ponto de vista espiritual, manifesta a intenção de abraçar e viver o casamento de acordo com as diretrizes e as exigências que o enriquecem.

Para Bento XVI, o bem que a Igreja e a sociedade esperam do casamento e da família nele fundamentada é grande demais para não se comprometer com eles através de uma pastoral adequada e perseverante. O matrimônio e a família são instituições que devem ser assumidas, promovidas e defendidas como prioridades por quantos acreditam no futuro da humanidade.

Ultimamente, os Tribunais e as Câmaras Eclesiásticas aumentaram tanto o seu trabalho, que correm o perigo de serem vistos como “agências de divórcio para os católicos”... Se o fato prova que muitos cristãos buscam a celebração religiosa por mera conveniência social, também demonstra que há outros que desejam regularizar a própria condição para melhor servir a Deus, à Igreja e aos irmãos.

Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados - MS

postado por diácono Valney